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ECONOMIA 06.05.2026 | 09h27

Soja sustentável rende R$ 6 milhões em bônus e impulsiona agricultura em MT

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Produtores rurais ligados à Associação Clube Amigos da Terra (CAT Sorriso) vão receber aproximadamente R$6 milhões em bônus pela comercialização de créditos de soja sustentável, referentes à safra 2024/2025. Mais do que a bonificação financeira, a certificação internacional da Round Table on Responsible Soy (RTRS) atesta que a produção segue critérios ambientais, sociais e econômicos rigorosos.

 

Para obter o selo, os produtores precisam cumprir 108 exigências, que incluem respeito à legislação ambiental, preservação de áreas sensíveis, condições adequadas de trabalho, relacionamento com a comunidade, uso responsável de insumos e rastreabilidade total da produção.

 

Cada tonelada de soja certificada gera um crédito, comercializado globalmente por meio da plataforma da RTRS e adquirido por empresas interessadas em cadeias sustentáveis. Na safra 2024/2025, os associados ao CAT Sorriso produziram 686 mil toneladas de soja responsável, com créditos vendidos para empresas da Holanda e da Argentina.

 

De acordo com a coordenadora do CAT Sorriso, Cristina Delicato, o diferencial está no acesso a mercados mais exigentes. “Essa bonificação vem diretamente do mercado. O produtor certificado acessa compradores que valorizam a soja responsável e pagam um prêmio adicional pela produção certificada”, explica.

 

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Bônus vira investimento em qualidade de vida no campo

Parte significativa dos recursos obtidos com a certificação é revertida em melhorias nas propriedades rurais, especialmente voltadas ao bem-estar dos trabalhadores. É o caso das Fazendas São José, em Sorriso, e Buriti, em Peixoto de Azevedo.

A produtora rural Geisa Carvalho Riedi afirma que o bônus da última safra já tem destino definido. “Vamos investir em melhorias no alojamento, na cantina, uniformes novos e em aquisições que beneficiem os colaboradores”, disse.

 

Com certificação desde 2022, a produtora rural avalia positivamente o processo. “A certificação gera confiança, do colaborador ao comprador. Para os funcionários, representa a certeza de um ambiente de trabalho seguro e alinhado à legislação”, destaca. Ela também ressalta ganhos na gestão. “As certificações elevam nosso nível de responsabilidade e refletem em uma organização mais eficiente”, afirma Geisa Carvalho Riedi.

 

Número de fazendas certificadas cresce quase seis vezes em 10 anos

Em uma década, o número de propriedades certificadas pelo selo RTRS vinculadas ao CAT Sorriso saltou de 9 para 53. O crescimento é resultado de um trabalho contínuo de suporte técnico e gestão.

 

A gestora de Certificação do CAT, Júlia Ferreira, explica que a atuação inclui consultoria, organização documental, apoio na comercialização dos créditos e gestão na plataforma internacional. “Auxiliamos os produtores a comprovarem todas as boas práticas adotadas nas fazendas, além de atender aos demais critérios exigidos”, afirma.

 

O acompanhamento é permanente. Durante a safra, as equipes mantêm registros detalhados de todas as atividades. “A rotina da fazenda é dinâmica e exige anotação de tudo que é feito, desde o monitoramento de pragas, doenças, ervas daninhas, aplicações, a ficha é bem extensa”, completa.

 

Agricultura regenerativa avança entre os associados

As 53 fazendas certificadas adotam práticas de agricultura regenerativa, voltadas à melhoria da saúde do solo, maior retenção de água, redução da erosão e uso eficiente de insumos.

 

A presidente do CAT Sorriso, Márcia Becker Paiva, destaca o compromisso do grupo. “Nossos associados mostram que é possível produzir em diferentes escalas, desde pequenas, médias ou grandes, com respeito ao meio ambiente e às normas brasileiras”, afirma.


Além disso, os produtores avançam na agricultura de baixo carbono, com a adoção de práticas como o plantio direto e de sistemas agroflorestais. “Essas práticas contribuem diretamente para a mitigação das mudanças climáticas, pois solos bem manejados sequestram mais carbono e tornam os sistemas produtivos mais resilientes”, ressalta Cristina Delicato.

 

A expectativa da associação é ampliar o número de produtores engajados. “Queremos crescer cada vez mais, reunindo produtores que compartilham desse mesmo compromisso com a sustentabilidade”, conclui.

 

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