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60% APLICADA 02.04.2021 | 09h46

Conselho e AMM citam problemas que atrasam vacinação em MT

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Christiano Antonucci

Christiano Antonucci

Desde que foi iniciado o Plano Nacional de Imunização (PNI) em Mato Grosso, o estado tem sido apontado como um dos piores no ranking de vacinação. Decorrentes desse quadro, o governador Mauro Mendes (DEM) e o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, exigiram celeridade dos municípios. Diante de questionamentos quanto a efetividade na campanha, a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) e o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso (COSEMS-MT) assinaram uma nota conjunta pontuando o que está atravancando o avanço da campanha.


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Os presidentes do COSEMS, Marco Antônio Norberto, e da AMM, Neurilan Fraga, citam chuvas como dificuldade para acesso a algumas regiões, instabilidade do sistema de atualização da vacinação do Ministério da Saúde, equivoco quanto a distribuição do volume de vacinas. Ampolas contabilizadas com 10 doses são suficientes apenas para 9 vacinas.
O documento também cita grande quantidade de servidores da saúde afastados por conta da contaminação. O armazenamento da segunda dose de vacinas já recebidas.


“Considerando que os gestores municipais juntamente com as suas equipes não tem medidos esforços no sentido de que, logo ao receber as doses das vacinas já imediatamente essas começam a ser aplicadas na população, mesmo com as dificuldades inerentes, como o deslocamento até as comunidades rurais , distritos, muitos desses distantes da sede do município, com estradas bastantes comprometidas pelas chuvas tão comum nessa época do ano”, diz trecho da nota.
Mato Grosso recebeu até agora 447.960 doses doses de CoronaVac e AStrazeneca.


“Ressaltamos por fim, que é visível o empenho incansável dos gestores municipais, para cumprir com sua missão de vacinar e garantir a vida da população mato-grossense”, justifica o documento.

 

Confira os pontos citados: 

 

Considerando que até o momento recebemos 447.960 doses, dessas 406.190 já estão sendo aplicadas pelos municípios, sendo os grupos prioritários contemplados com a 1ª dose, abrangendo uma população de 309.065 (76%), e a 2ª dose 97.125 (23,9%);
Considerando que neste momento encontram-se lançados no sistema oficial SIPNI um total de 239.516 (58,9%) doses, 174.968 (56%) que já receberam a 1ª dose e 64.548 (66%) com a 2ª dose;
Considerando que, muitos grupos prioritários estão sendo vacinados por meio de agendamento, para que se otimize todas as doses. Esse tipo de ação/estratégia demanda tempo, programação e planejamento, tanto para a execução como para a digitação, a exemplo dos Drive-thru realizados;
Considerando que estamos orientando que todos os registros das doses aplicadas nas atividades de vacinação extramuros, como por exemplo: áreas remotas, Drive-Thru, vacinação casa a casa, e em pontos estratégicos sem conexão com internet, sejam realizados no prazo máximo de 48 horas após a ação;
Considerando que as doses armazenadas nos municípios, em torno de 42 mil da Vacina Coronavac, estão destinadas para garantir as 2º doses, acatando as orientações dispostas nas Resoluções CIB Ad Referendum nº 12 de 10/03/21 e nº 13 de 17/03/21;
Considerando que é necessário observar o prazo da digitação da 2º dose referente à CIB Ad Referendum nº 11 de 04/03/21,sendo até 05 de abril de 2021;
Considerando que até o momento foram recebidas e distribuídas somente as 1ª doses do esquema da vacina Astrazeneca, visto que o prazo recomendado para a 2ª dose é de 12 semanas (3 meses e/ou 84 dias), e considerando que a 1ª remessa aconteceu em 25/01/21, a data agendada é até 25/04/21;
Considerando que, o aprazamento da vacina Sinovac/Butantan, que está sendo recomendada é de 28 dias (conforme laboratório produtor);
Considerando que, estamos realizando o monitoramento contínuo das digitações no site SIPNI, inclusive orientando a realização de força tarefa para que essas informações sejam enviadas em tempo oportuno;
Considerando que, é necessário ponderar as instabilidades do sistema oficial SIPNI, onde nos últimos dias tem apresentado inoperância cerca de três a cinco horas diárias, situação que está se tornando corriqueira, e podemos usar como exemplo o último comunicado recebido de manutenção do programa no DataSUS nesta quinta-feira, a partir das 18h, com um tempo estimado de 6 horas de duração;
Considerando que os apoiadores regionais do COSEMS/MT, bem como seu corpo técnico, estão em contato direto com as equipes responsáveis pela digitação para uma assessoria caso seja necessária;
Considerando que é necessário esclarecer que o último lote recebido não garante a vacinação de 10 doses, sendo possível realizar somente 9 doses. Diante disso, os municípios estão seguindo a orientação de realizar a queixa técnica no Notivisa, mas já existe uma preocupação em relação ao impacto que essa perda técnica poderá causar nos números apresentados diante dos sistemas de informações oficiais, o que causa transtorno e desconforto no trabalho das equipes e dos gestores;
Considerando que os grupos prioritários para a vacinação estão sendo rigorosamente seguidos;
Considerando que os gestores municipais juntamente com as suas equipes não tem medidos esforços no sentido de que, logo ao receber as doses das vacinas já imediatamente essas começam a ser aplicadas na população, mesmo com as dificuldades inerentes, como o deslocamento até as comunidades rurais , distritos, muitos desses distantes da sede do município, com estradas bastantes comprometidas pelas chuvas tão comum nessa época do ano;
Considerando que, as equipes estão reduzidas e sobrecarregadas, em virtude de contaminação dos profissionais da saúde, treinamentos e atualizações na operacionalização do sistema, demandando um tempo que no momento atual compromete as ações dos municípios;

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Comentários

Danilo - 02/04/2021

Ainda se reúnem para escrever Explicação ....vamos trabalhar pelo povo matogrossense

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