ESCÂNDALO DOS CONSIGNADOS 18.06.2026 | 17h25

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Montagem/GD
O senador Wellington Fagundes (PL) publicou nas redes sociais um vídeo em que acusa a administração do governador Mauro Mendes (União) de "roubar" os servidores públicos estaduais por meio dos empréstimos consignados. A fala foi feita no plenário do Senado Federal e a gravação publicada na quinta-feira (17).
“No meu estado também, os servidores públicos foram roubados através dos consignados dos servidores públicos, assinado pelo governo do Estado a autorização para o Banco Master chegar lá e roubar do servidor público mato-grossense”, disse o senador.
A fala decorre da revelação do portal Metrópoles de que o governador esteve em evento do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e chegou a experimentar uma peça de carne coberta com ouro. Mendes afirmou que pagou as despesas com o próprio dinheiro, que não participou de jantar e que sequer conhece Vorcaro.
Foi após esse jantar, ocorrido em maio de 2023, conforme o Metrópoles, que Mauro Mendes teria autorizado que o Banco Master passasse a oferecer o serviço de empréstimo consignado aos servidores. Em consulta ao Diário Oficial, constam as primeiras menções ao banco na operação de consignados em junho de 2023.
Fraude
Em 2025, veio à tona um esquema de fraudes cometidas por bancos que prestavam o serviço de consignados ao funcionalismo mato-grossense. Conforme dados disponibilizados no site da Assembleia Legislativa, dos 104 mil servidores, 62 mil possuíam contratos de empréstimos consignados. Muitos deles estavam irregulares e chegavam a comprometer mais de 50% dos vencimentos dos funcionários públicos.
Conforme o relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), o mesmo modus operandi foi usado em 23 estados e mais de 160 prefeituras.
Lideranças políticas defendem que os servidores recorrem aos empréstimos como consequência do não pagamento do Reajuste Geral Anual (RGA) pendente, que é a forma usada para corrigir os salários dos servidores conforme o índice oficial da inflação. Wellington criticou o governo Mauro Mendes e o seu sucessor, Otaviano Pivetta (Republicanos), por se recusarem a pagar o reajuste.
“O que é o RGA? É apenas a atualização monetária dos salários, e esse governo não quis fazê-lo, e o atual governador insiste em continuar dizendo que não vai pagar o RGA. O servidor foi roubado. O RGA é apenas a correção do salário do servidor, e eles não querem pagar, querem insistir em massacrar o servidor público, e nós não vamos aceitar”, concluiu.
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