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Coronavírus - A | + A

nova variante na capital 14.07.2021 | 14h52

Prefeito pede mais vacinas e alerta que taxa de mortalidade de Cuiabá é a mais elevada entre capitais

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Chico Ferreira

Chico Ferreira

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB),  divulgou nesta quarta-feira (14) que fez um novo requerimento por doses extras de vacina contra a covid-19 ao Ministério da Saúde. Desta vez, o pedido está sustentado na descoberta da nova variante do coronavírus (B.1.621), detectada em duas pessoas da delegação colombiana que esteve em Cuiabá participando da Copa América, no mês passado. 

 

Segundo o prefeito, o ofício será entregue pessoalmente ao ministro Marcelo Queiroga pelo deputado federal Emanuel Pinheiro Neto, Emanuelzinho.

 

Conforme Emanuel, falta vacinar 231.361 cuiabanos de 18 a 54 anos, ou seja, para concluir a imunização da população adulta da capital são necessárias 462.722 doses de vacina, no caso de aplicação em duas doses; ou 231.361 doses de vacina Janssen, que é dose única e mais 126.439 doses para segunda aplicação de quem já tomou a primeira dose de outros imunizantes.

 

O principal objetivo do pleito é reduzir a hospitalização e os óbitos por covid-19 e ainda reduzir o risco de circulação da nova variante em solo cuiabano.  

 

Em Cuiabá, a taxa de mortalidade da covid-19, que mede o risco de morte pela doença na população cuiabana, está em 505,9/100.00 habitantes, a mais elevada entre as capitais brasileiras e quase o dobro da taxa de mortalidade do país, que está em 254,2/100.000 habitantes. Com relação à taxa de letalidade, que mede a proporção de óbitos entre os casos confirmados, Cuiabá registra taxa de 3,2%, enquanto a taxa de letalidade por covid-19 do país é de 2,7%. 

 

Para o prefeito Emanuel Pinheiro, esses dados, agora acrescidos do risco de um agravamento da situação epidemiológica por conta da nova cepa detectada entre os colombianos que estiveram em Cuiabá, são motivos suficientes para que a capital de Mato Grosso receba uma atenção maior por parte do governo federal, que é quem adquire e distribui as vacinas contra a covid-19, método mais eficaz no combate à pandemia.

 

“Em que pese o município de Cuiabá, através da Vigilância Epidemiológica, ter adotado todos os protocolos para controlar essa variante, com o isolamento e monitoramento dos casos, além de acompanhar todos os funcionários do hotel onde esses estrangeiros estiveram hospedados, é inegável que a Copa América alterou a rotina da cidade, aumentou o fluxo de pessoas, o que culminou na identificação dessa nova variante, gerando risco epidemiológico para a nossa população. Por mais que a cepa colombiana ainda esteja sendo estudada e não tenhamos muitas informações sobre ela, o caso demanda preocupação e temor e exige que tomemos medidas urgentes, antes que o pior aconteça, antes que Cuiabá viva o caos em virtude de uma piora na situação pandêmica”, afirma o gestor. 

 

Pinheiro também defende que o requerimento de doses extras de vacina deve ser acatado pelo Ministério da Saúde, uma vez que em maio deste ano, o órgão ministerial enviou 300 mil doses extras de vacina contra a covid-19 para o estado do Maranhão, quando identificada a variante indiana do coronavírus naquele estado. À época, o ministro Marcelo Queiroga afirmou em declarações públicas que atendeu ao pleito do prefeito de São Luís com o intuito de evitar a transmissão comunitária da nova cepa do vírus. 

 

“Sabemos que o ministro Marcelo Queiroga está preocupado e empenhado em acabar com a pandemia de covid-19 no Brasil e que tem se mostrado sensível às reivindicações que tem chegado a ele, sempre atento aos cenários que vão se alterando ao longo da pandemia. Foi assim que ele resolveu, em maio, destinar doses extras de vacina para a população maranhense. E eu quero que a população cuiabana seja tratada com o mesmo respeito e a mesma atenção que os moradores de São Luís do Maranhão. Estamos sendo expostos e ameaçados por essa nova variante em virtude da Copa América, que não concordávamos que fosse realizada naquele momento. A situação é praticamente a mesma: uma nova variante que ameaça à população não só cuiabana, mas mato-grossense e brasileira. E nós, enquanto gestores públicos, não podemos esperar que o vírus tenha condições de se propagar sem tomar medidas rápidas de prevenção, sem fazer todo o possível para evitar o caos, logo agora que vínhamos apresentando queda nos números de casos, internações e mortes. Estou confiante de que o governo federal vai cumprir o seu compromisso e o nosso deputado federal Emanuelzinho está lá em Brasília, atento e cobrando, agora mais do que nunca, que o Ministério da Saúde libere de uma vez por todas essas doses extras de vacinas para imunizar a população cuiabana”, reforça Emanuel Pinheiro. 

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