Operação Carbono Oculto 15.01.2026 | 15h03
Rafa Neddermeyer/Agência Brasil - Arquivo
O Banco Central decretou, nesta quinta-feira (15), a liquidação extrajudicial da Reag Investimentos, empresa alvo da Operação Carbono por suspeita de criar fundos de investimento e comprar empresas para blindar o patrimônio do PCC (Primeiro Comando da Capital).
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O R7 entrou em contato com a Reag e o espaço segue aberto para manifestações.
Segundo o BC, a medida foi motivada por “graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional.
“O Banco Central continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais”, completou a instituição federal.
Por parte do BC, a Reag ainda poderá sofrer punições de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, a depender do resultado das apurações. “Nos termos da lei, ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição”, diz o banco.
Operação Carbono Oculto
Deflagrada em agosto de 2025, a Operação Carbono Oculto é considerada a maior operação já realizada no país contra a atuação do crime organizado no setor de combustíveis.
Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em oito estados contra um esquema criminoso supostamente controlado pelo PCC.
O Ministério Público de São Paulo estima que mais de R$ 7,6 bilhões tenham sido sonegados e identificou movimentações de cerca de R$ 52 bilhões em postos de combustíveis ligados aos investigados entre 2020 e 2024.
Mais de 350 alvos, incluindo pessoas físicas e jurídicas, são suspeitos de adulteração de combustíveis, crimes ambientais, lavagem de dinheiro e estelionato. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional ingressou com ações cíveis para bloquear mais de R$ 1 bilhão em bens, entre imóveis e veículos.
Segundo os investigadores, o esquema funcionava sofisticadamente, envolvendo diferentes etapas da cadeia de combustíveis e afetando não somente motoristas, mas também empresas regulares do setor.
Entre as empresas citadas na investigação, uma das mais conhecidas são a Reag Investimentos. À época, a empresa informou que estava colaborando integralmente com as autoridades.
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