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Operação Midnight 26.03.2026 | 18h19

Quadrilha é indiciada por matar 'traidor' em vídeochamada e sumir com corpo

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Reprodução/PJC-MT

Reprodução/PJC-MT

Seis integrantes de uma facção criminosa foram indiciados, após a conclusão das investigações da segunda fase da Operação Midnight, em São José do Xingu (1.200 km a nordeste), pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver, praticados contra Marcos José Vieira Lima, conhecido como “Borel”. Cinco deles foram presos e um segue foragido da Justiça.

 

O inquérito policial teve início a partir do desaparecimento da vítima na noite de 25 de agosto de 2025, evoluindo para a confirmação de que se tratava de um homicídio praticado em contexto de organização criminosa, seguido da ocultação do corpo.

 

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Após cerca de seis meses de investigações, a Polícia Civil reuniu um conjunto robusto de provas, composto por oitivas testemunhais, diligências de campo, levantamentos de inteligência e, sobretudo, provas técnicas decorrentes de afastamento de sigilo telemático e telefônico.

 

Segundo as investigações da Polícia Civil, a vítima foi morta na noite do próprio desaparecimento, entre 20h18min e 20h36min, após ser atraída para um imóvel utilizado por integrantes da facção criminosa na região central de São José do Xingu.

 

Mesmo sem a localização do cadáver, a investigação demonstrou a materialidade do crime com base no chamado corpo de delito indireto, realizada quando os vestígios físicos desapareceram.

 

Execução a mando da facção

As investigações apontaram que o crime foi praticado no contexto do “tribunal do crime”, mecanismo interno de facções criminosas utilizado para julgar e punir informalmente seus integrantes.

 

De acordo com o delegado de São José do Xingu, Onias Estevam Pereira Filho, a morte da vítima foi determinada por liderança da organização criminosa em São José do Xingu, após a vítima supostamente ter sido o “traído” em ocorrência anterior que ambos foram presos por tortura.

 

A execução ocorreu mediante ação coordenada de diversos membros, com divisão de tarefas e participação hierarquizada.

Durante a ação criminosa, a vítima foi submetida a uma videochamada com outros integrantes da facção, que acompanharam o ato, em típico ritual de “decretação”, antes da execução.

 

Após o homicídio, os investigados iniciaram uma segunda fase da empreitada criminosa, voltada à ocultação do corpo, que foi transportado numa motocicleta e enterrado em local ainda não identificado.

 

A investigação demonstrou, com base em dados técnicos após afastamentos telefônicos e telemáticos, que ao menos três dos envolvidos participaram diretamente da desova do cadáver, inclusive com obtenção de ferramentas e deslocamentos compatíveis com a escavação da cova. 

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