pacto 21.02.2026 | 08h33
Ricardo Stuckert / PR
O Brasil e a Índia assinaram, neste sábado (21), um pacto nas áreas de energias renováveis e terras raras num contexto de disputa pelas potências mundiais de minerais raros, estratégicos para a transição energética e novas tecnologias.
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Em Nova Déli, capital indiana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou o acordo como “pioneiro” e disse que ambos os países colaboram para a agenda climática e energética global.
“Ampliar os investimentos e a cooperação em matérias de energias renováveis e minerais críticos está no cerne do acordo pioneiro que assinamos hoje”, afirmou.
“No marco da aliança global para biocombustíveis, nossos países estão assegurando o devido espaço para esta tecnologia na agenda climática e energética global”, completou.
Reforma na ONU
Lula também cobrou uma reforma da ONU, especialmente no Conselho de Segurança, ao citar que há mais de 20 anos, Brasil, Índia, Japão e Alemanha já criaram um grupo chamado G4 para ampliar o grupo.
“A ONU precisa ter força para interferir nos conflitos que existem no mundo hoje. Sendo inoperante, não vai resolver. Por isso, vamos continuar a luta para que seja mais representativa.”
A organização vem sendo alvo de críticas, principalmente por sua postura como mediadora de conflitos. Especialistas entendem que há um comprometimento na relevância da ONU para o enfrentamento de crises globais, causadas, principalmente, pelo enfraquecimento do multilateralismo, da questão orçamentária e dos impasses políticos e ideológicos.
Índia e Brasil
Após o discurso à imprensa, Lula usou as redes sociais para reforçar as oportunidades de cooperação entre Brasil e Índia. Ao citar o acordo assinado neste sábado, o presidente afirmou que a parceria vai possibilitar a ampliação nos investimentos e a cooperação em matéria de energias renováveis e minerais críticos.
Segundo o petista, a FioCruz também assinou um acordo com os indianos voltado para pesquisa e produção local de insumos estratégicos, como a vacina para tuberculose e medicamentos oncológicos, imunossupressores e para doenças negligenciadas e raras.
“No marco da Aliança Global para Biocombustíveis, nossos países estão assegurando o devido espaço para essa tecnologia na agenda climática e energética global. Na área de defesa, nossa indústria aeronáutica vem fortalecendo sua presença na Índia, como comprova a abertura do Escritório da Embraer em Délhi”, completou.
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