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Cuiabá, Segunda-feira 29/06/2026

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análise econômica 29.06.2026 | 13h00

Há 28 anos, Imea transforma dados em inteligência para o agronegócio de Mato Grosso

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Assessoria

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O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) completa, neste dia 29 de junho, 28 anos de atuação em inteligência de mercado, análise econômica e produção de dados sobre o agronegócio regional e nacional. Ao longo de quase três décadas, a entidade acompanhou a transformação de Mato Grosso em uma potência de produção e exportação nacional e passou a desempenhar papel estratégico na geração de informações que auxiliam produtores rurais, empresas, entidades, a imprensa e os formuladores de políticas públicas.

 

Atualmente, o Imea conta com uma equipe formada por mais de 42 profissionais e monitora mais de 300 indicadores econômicos, produtivos e logísticos em todos os 142 municípios. São informações e dados compilados desde a produção de soja, milho, algodão e pecuária, até temas relacionados à logística, uso e ocupação do solo, energia, biocombustíveis, mercado internacional, crédito rural e sustentabilidade.

 

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Criado em 1998 como um departamento da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), o instituto nasceu em um momento em que as principais preocupações do setor estavam ligadas ao crédito rural e ao endividamento dos produtores. Além da Famato, o Imea conta com o apoio de importantes entidades representativas do setor produtivo como mantenedoras: a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e a Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso (Aprosmat).

 

Ao longo dos anos, acompanhou a evolução dos desafios enfrentados pelo campo, ampliando sua atuação para questões climáticas, logísticas, tributárias, projeções e de mercado.

 

A evolução do Imea também acompanhou o crescimento do próprio agronegócio no estado. Entre 2007 e 2009, o instituto fortaleceu a produção de dados primários e lançou seus primeiros boletins de mercado. Na década seguinte, passou a desenvolver análises customizadas, estudos de competitividade e diagnósticos econômicos que ajudaram a orientar investimentos e políticas para o setor.

 

Num período de 17 anos, o Imea já publicou 902 boletins semanais sobre soja, milho e bovinocultura, mais de 820 edições voltadas à cadeia do algodão, 172 boletins mensais sobre o mercado do leite e quase 150 edições do boletim de conjuntura econômica.

 

O avanço tecnológico marcou uma nova fase da instituição. Em 2018, foi lançada a plataforma Imea Digital, o que passou a permitir acesso às informações produzidas pelo instituto. Atualmente, a ferramenta reúne mais de 18 mil usuários cadastrados e disponibiliza centenas de dados e ferramentas voltadas ao acompanhamento do agronegócio.

 

Além disso, o instituto produz regularmente relatórios de oferta e demanda, comercialização de soja, milho e algodão, semeadura e colheita, e estudos sobre financiamento da produção agrícola.

 

Projetos desenvolvidos pelo instituto também se tornaram referências para o setor, como o Custo de Produção Agropecuária (CPA), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar MT), que chegou à sua décima edição na safra 2025/26. Nesta edição, foram realizados 33 painéis envolvendo agricultura e pecuária, incluindo pela primeira vez as cadeias produtivas do mel e do café.

 

O Mapeamento de Indicadores da Produção Agropecuária do Estado de Mato Grosso, por meio de sensoriamento remoto, é outro projeto de destaque no Imea. Ele acompanha o uso e a ocupação do solo em Mato Grosso, e os dados mais recentes apontam que 60,4% do território estadual é composto por áreas de vegetação nativa remanescente.

 

Nos últimos anos, o instituto também ampliou a atuação em áreas consideradas estratégicas para o futuro do agronegócio. Entre elas estão o monitoramento da cadeia do etanol de milho, desenvolvido em parceria com a União Nacional do Etanol de Milho (Unem), e o projeto Imea em Campo, que já percorreu mais de 34 mil quilômetros em 103 municípios mato-grossenses para acompanhar presencialmente o desenvolvimento das lavouras.

 

Ao longo de sua trajetória, o Imea também construiu uma ampla rede de parcerias com instituições nacionais e internacionais, incluindo Embrapa, IBGE, USDA, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT).

 

Destaque internacional

 

Neste mês de aniversário, o Imea passou a integrar o Agri Benchmark, uma das principais redes internacionais de comparação de sistemas de produção agropecuária, tornando-se apenas a segunda instituição brasileira a participar do grupo.

 

Essa integração passou a permitir que os dados produzidos em Mato Grosso sejam comparados aos de importantes regiões produtoras do mundo, ampliando a visibilidade e a credibilidade das informações geradas pelo estado.

 

A credibilidade construída pelo Imea ao longo dos 28 anos também é resultado do trabalho de uma equipe técnica comprometida com a qualidade das informações produzidas. Formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o instituto tem como princípio a coleta criteriosa, a validação e a análise rigorosa de dados, garantindo que cada levantamento reflita com precisão a realidade do agro e sirva de base para a tomada de decisões do setor.

 

Um dos profissionais que compõe esse time é Gustavo Martine, trainee na área de algodão. Ele conta que ingressou no Imea como estagiário, motivado pela oportunidade de aprender em uma instituição reconhecida pela produção de estudos econômicos voltados ao agro.

 

“Desde que entrei, percebi que o Imea é um ambiente de muito aprendizado. Ainda como estagiário, ampliei minha visão sobre o agronegócio e o mercado. Agora, como colaborador, tenho a oportunidade de participar de novos estudos, projetos e apresentações, convivendo com profissionais experientes e aprendendo diariamente. Tenho certeza de que essa experiência será um grande diferencial para minha carreira”, destaca Gustavo.

 

Ao celebrar os 28 anos de história, o superintendente do Imea, Cleiton Gauer, já pensa no futuro e acredita que o principal compromisso da instituição é continuar na produção de inteligência de dados para apoiar o desenvolvimento do agronegócio mato-grossense.

 

“O desafio do Imea é continuar sendo referência em inteligência para o agronegócio. Não queremos apenas produzir números, queremos transformar dados em conhecimento, conhecimento em estratégia e estratégia em desenvolvimento para Mato Grosso. O futuro do instituto será construído com inovação, tecnologia, pessoas qualificadas e o mesmo compromisso que nos trouxe até aqui: entregar informações confiáveis para quem move o agro”, enaltece.

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