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‘ELE ESTÁ SE PERDENDO’ 15.07.2026 | 16h01

Maysa afirma que Demilson ‘cobra caro por ajuda e não tem responsabilidade’

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Laisa Stofel e Fred Moraes

redacao@gazetadigital.com.br

Montagem GD

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Após intensas discussões na última sessão da Câmara Municipal de Cuiabá, envolvendo os vereadores Maysa Leão (Republicanos) e Demilson Nogueira (PP), a parlamentar afirmou ter se sentido mal com a situação. Segundo ela, ambos eram grandes companheiros desde a gestão passada, mas hoje o colega “não sabe ser base”. O embate teve origem na disputa pela prioridade na abertura de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs).

 

“Na hora que o vereador Demilson começou a falar, eu saí. E deveria ter ficado lá fora, porque eu já sabia o que ele ia falar. [...] Ele não sabe ser base dentro de uma coerência de respeito; ele não sabe ser base dentro de uma coerência de divergências. Trouxe falas ali que não condizem com a verdade, colocou em pauta novamente uma conversa sobre cassação, sobre conversas que aconteceram na presidência, sobre ajudas que ele me deu”, declarou Maysa em coletiva na terça-feira (14).

 

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A vereadora explicou que, na época da referida conversa, não ligou para o colega pedindo para não ser cassada, mas sim para solicitar que os parlamentares analisassem a decisão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) que a inocentava. Ela aproveitou para reafirmar que o vereador a expôs em plenário desnecessariamente.

 

“Ele, como um homem de conduta, me procurou no meu gabinete, ofereceu um ombro amigo. E sim, me ajudou, falou com os pares [...] E a gente sempre conversa sobre não vazar o que acontece dentro da presidência. O vereador Demilson teve um áudio vazado [no passado], e isso foi algo que abalou muito essa Câmara de Vereadores, a ponto de ficarmos muito tempo sem grupo de vereadores. E o grupo de vereadores não é um grupo de amigos, é um grupo de trabalho. Ele é importante para nós”, pontuou, contextualizando o caso com o histórico do uso de redes sociais no ambiente político.

 

Maysa relembrou ainda que, durante aquele período anterior, era criticada por “não tomar café” com os demais parlamentares. Ela respondeu à crítica com indiferença e fez um alerta aos colegas que buscam apoio do progressista.

“Então, o que ele deixou muito claro? Não peçam ajuda do vereador Demilson, porque ele cobra, ele cobra caro, e, quando ele cobra caro, ele também não tem a responsabilidade de ser até a verdade”, alfinetou.

 

Articulação dos bastidores 

Quando questionada se o ataque teria sido orquestrado previamente para desestabilizar sua campanha, a vereadora confirmou a suspeita e criticou severamente a postura de Demilson.

 

“Nenhuma atuação do vereador, infelizmente, tem sido natural desde que ele assumiu a liderança. Ele está se esquecendo e se perdendo de quem é. [...] Então, sim, foi orquestrado. Estavam todos ali conversando entre si, teve videozinho feito por vereadores ali dentro, fingindo que eu estava falando com ele, fazendo até montagem e trucagem. Então, um processo para desestabilizar”, afirmou.

 

A declaração é também uma referência indireta a alguns dos parlamentares presentes que agiram de maneira premeditada, como a vereadora Samantha Iris (PL), que publicou um vídeo satírico em seu perfil incitando que Maysa fosse uma descontrolada.

 

Maysa reafirmou também que, se algum dia deixar de se abalar com esse tipo de situação, será o momento de “ir embora desse trabalho e dessa missão”.

 

“Se a tentativa foi essa [de minar a candidatura], eu recebi muito abraço, muito apoio. O post mais viralizado dentro do meu Instagram, do meu feed, é o post em que eu falo ali as razões pelas quais eu não estava ali me defendendo. Eu estava ali defendendo uma CPI de assédio sexual. Eu não estava ali defendendo a Maysa Leão, que é pré-candidata a deputada. Eu estava defendendo uma vítima que entrou nessa casa, que deu um depoimento nessa casa, que está sendo ignorada até hoje”, concluiu.

 

 

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