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Aumento do petróleo 15.07.2026 | 14h39

Projeção de inflação sobe para 5,1%, com estouro da meta; pressão sobre os preços

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Agência Brasil

Agência Brasil

A guerra no Oriente Médio e os possíveis efeitos do El Niño fizeram a equipe econômica revisar para cima a projeção da inflação em 2026. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 4,5% para 5,1%, ficando acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

 

A previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi mantida em 2,3%. As novas projeções constam no Boletim Macrofiscal, divulgado nesta quarta-feira (15) pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda.

 

Leia também- Brasil chama tarifa dos EUA de 'injusta' em nova reunião

 

Inflação maior
Segundo a equipe econômica, a revisão reflete principalmente o aumento dos preços internacionais do petróleo e seus derivados, em meio ao conflito no Oriente Médio, além dos efeitos esperados do fenômeno climático El Niño sobre a produção de alimentos.

 

A Fazenda avalia que esses fatores podem manter a pressão sobre os preços ao longo dos próximos meses.

 

Projeções
O novo cenário apresentado pelo governo prevê:

Inflação em 2026: 5,1%, ante projeção anterior de 4,5%
Meta de inflação: 3%, com teto de 4,5%
Inflação em 2027: revisão de 3,5% para 3,6%
Após 2027: expectativa de convergência para a meta de 3%


Em relação aos alimentos, o Ministério da Fazenda destaca que o El Niño pode comprometer as safras e elevar os preços.

"Pressões altistas no segundo semestre estão associadas à maior probabilidade de ocorrência do El Niño e à persistência do choque de oferta e de preços dos fertilizantes", afirma o boletim.

 

Pressões externas
A equipe econômica aponta que o conflito no Oriente Médio elevou os preços do petróleo, cenário que tende a afetar combustíveis e outros custos da economia.

 

Segundo a Fazenda, as incertezas geopolíticas podem prolongar esses impactos e dificultar uma desaceleração mais rápida da inflação.

 

PIB mantido
Apesar da piora nas projeções para os preços, o governo manteve inalterada a expectativa de crescimento da economia em 2026.

 

Crescimento
As estimativas divulgadas pela SPE são:

PIB em 2026: 2,3%, sem alteração em relação ao boletim anterior;
PIB em 2027: projeção reduzida de 2,6% para 2,5%;
De 2027 a 2030: crescimento médio estimado em 2,6% ao ano.


Segundo o Ministério da Fazenda, a atividade econômica deverá continuar sendo sustentada principalmente pelos setores de indústria e serviços, enquanto a agropecuária tende a desacelerar após a safra recorde registrada no início do ano, impulsionada pela produção de soja.

 

Cenário fiscal
A revisão das projeções ocorre em um momento de maior incerteza no cenário internacional, marcado por conflitos geopolíticos e riscos climáticos. Na avaliação da equipe econômica, esses fatores podem manter a inflação acima do esperado no curto prazo, embora a expectativa seja de convergência gradual para a meta nos anos seguintes.

 

O Boletim Macrofiscal traz estimativas para a economia que orientam a elaboração do próximo Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas.

 

Com previsão para ser divulgado até o próximo dia 24, o relatório orienta a execução do Orçamento, geralmente com determinações de bloqueios (cortes para respeitar o limite de gastos do arcabouço fiscal) e contingenciamento (suspensão de gastos caso as receitas do governo fiquem abaixo do previsto).

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