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busca pelo essencial 06.06.2020 | 08h46

São Paulo pode liderar ranking de retomada econômica pós-pandemia

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Divulgação/Governo de São Paulo

Divulgação/Governo de São Paulo

Apesar do contexto de inevitável crise econômica, São Paulo é a cidade que menos deve sentir seus efeitos. É o que aponta um estudo da Mapfry, que analisou o potencial de recuperação pós pandemia de 869 cidades brasileiras.

 

 

Levando em conta fatores como população total, média de moradores por domicílio, concentração urbana, densidade demográfica, trabalho e informalidade, a pesquisa mapeou como a covid-19 está impactando economicamente as cidades brasileiras e como deve ser o processo de retomada pós pandêmica. Em segundo e terceiro lugar estão Rio de Janeiro e Brasília. Cidades de menor porte, como Belo Horizonte, Curitiba e Salvador, também estão entre as melhores perspectivas.

 

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No caso de São Paulo, que iniciou o processo de flexibilização da quarentena nesta segunda (1), “a cidade perde, mas continua sendo o que era”. É o que explica João Caetano, especialista em Geomarketing e responsável pelo estudo.

 

“A quarentena cobra preços diferentes em lugares diferentes. Existem cidades de menor porte que são mais protegidas pelas indústrias e, por isso, vão sentir menos os efeitos econômicos da pandemia. Qualquer economia como a de São Paulo é diversificada o suficiente para encontrar soluções”, explica Caetano, Segundo o especialista, fatores como mais poupança, capacidade produtiva e alta concentração populacional acabam contribuindo para algum grau de segurança econômica, mesmo em momentos de crise.

 

“Um único bairro com 200 famílias de classe média, por exemplo, acaba pressionando demandas de serviços em seu entorno”, explica Caetano. Segundo o responsável pelo mapeamento, a maior preocupação deve ser com municípios no entorno da capital.

 

Cidades pequenas no entorno de São Paulo, como Embu e Mauá, vinham crescendo na última década, apesar da economia retraída. O que acontece agora é que São Paulo puxa para si as demandas de seu entorno, e as cidades menores são abatidas em pleno voo.

 

De volta às necessidades básicas
Segundo Caetano, a flexibilização da quarentena não deve ter um impacto positivo nas demandas de consumo. “Por enquanto, quanto mais distante das necessidades básicas, mais um setor sofrerá. Foi o que vimos no início da pandemia com a corrida pelo papel higiênico. Itens ligados à status, referências de grupo, prestígio, esses perdem muito”.

 

De acordo com o especialista, não apenas setores ligados ao luxo, mas à conveniência, também perdem espaço. “Os mini mercados, por exemplo, pagam caro pela localização, para que a pessoa possa fazer as compras da semana no caminho do trabalho para casa. Se o consumidor não precisa resolver a vida dele tão rápido, também muda a oferta de bens e serviços.”

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