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Cuiabá, Segunda-feira 24/08/2026

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R$ 847,39 24.08.2026 | 13h20

Tomate e café puxam preço da cesta básica para cima após quedas consecutivas

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Divulgação

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A cesta básica voltou a registrar alta em Cuiabá na terceira semana de agosto. Após cinco semanas consecutivas de queda, o preço médio dos produtos que compõem a cesta aumentou 1,33%, passando de R$ 836,28, registrados em 12 de agosto, para R$ 847,39. Os dados são do boletim divulgado pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT).

 

Apesar da alta semanal, o movimento dos preços dos alimentos segue heterogêneo, com alguns produtos registrando aumentos e outros apresentando redução. No comparativo anual, porém, a cesta básica ainda apresenta um valor 6,02% maior que o registrado no mesmo período de 2025, quando o preço médio era de R$ 799,24.

 

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O presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves (Tião da Zaeli), destacou que a oscilação dos preços reforça a importância de acompanhar o comportamento de cada produto que compõe a cesta.

 

“Depois de cinco semanas de queda, tivemos uma alta pontual na cesta básica. Esse movimento mostra que os preços dos alimentos continuam sujeitos a fatores como oferta, período de safra e entressafra e condições de produção. Para o consumidor, acompanhar essas variações é importante para buscar melhores preços e organizar o orçamento familiar”, afirmou.

 

Tomate e café pressionam alta 

Entre os produtos que mais contribuíram para a alta na semana, o tomate apresentou o maior aumento, de 13,92%, passando a custar, em média, R$ 7,42 o quilo. O preço também está 2,28% acima do registrado no mesmo período de 2025. Segundo a análise do IPF-MT, a redução da oferta provocada pelo fim da safra pode ter contribuído para a elevação do preço do tomate.

 

O café também voltou a registrar alta. O produto teve aumento de 3,67% na semana, alcançando preço médio de R$ 28,74 pelo pacote de 500 gramas. A elevação pode estar relacionada ao período de entressafra dos cafezais, quando a menor disponibilidade do produto tende a pressionar os preços.

 

Mesmo com a alta semanal, o café continua mais barato que há um ano. No comparativo anual, o preço atual está 14,97% abaixo do registrado no mesmo período de 2025.

 

Feijão mais barato 

Na direção oposta, o feijão apresentou nova redução de preço. O produto ficou 3,73% mais barato na semana, chegando ao preço médio de R$ 8,69 por quilo. A queda pode estar relacionada ao período de pico da safra, que aumenta a oferta do grão no mercado e contribui para a redução dos preços.

 

Apesar da baixa recente, o feijão ainda apresenta uma diferença significativa no comparativo anual: o preço atual está 40,98% acima do registrado no mesmo período de 2025.

 

O Sistema Comércio em Mato Grosso é filiado à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), presidida por José Roberto Tadros.

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