'precisamos tomar as rédeas' 27.08.2026 | 16h34

laisa@gazetadigital.com.br
Reprodução TV Vila Real
O candidato ao Senado, Coronel Darwin Salgado (Democrata), apresentou suas principais diretrizes focadas em segurança pública, rigidez penal e valorização cidadã. Oficial da Polícia Militar com formação em Direito, destacou sua trajetória na coordenação do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd) para defender que o combate à criminalidade, expansão das facções criminosas e déficit de policiais no estado.
“Uma receita aparentemente simples. Precisamos integrar forças, trabalhar com inteligência e endurecer o nosso arcabouço jurídico. Enquanto tivermos uma legislação frouxa em que dê a esse indivíduo a sensação de impunidade, vamos enxugar gelo”, afirmou o candidato em sabatina no Jornal do Meio-Dia desta quinta-feira (27).
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Mesmo ressaltando que o estado perde cerca de 360 policiais por ano e necessita de concursos frequentes, Darwin frisou que a missão do senador é impedir que criminosos voltem rapidamente às ruas.
“Não adianta o policial prender alguém de manhã e à tarde se endividar na rua... Sem tornozeleira ou com tornozeleira, mas está na rua. E continuar praticando um roubo, um homicídio. O papel do senador é propor leis mais duras”, pontuou.
O candidato também criticou a desvalorização do policial e sustentou que o país inverteu a ordem de prioridades dos direitos fundamentais.
“Nós somos um país que visa aos direitos humanos, e o maior direito que nós temos é a vida, e o segundo é a liberdade. Só que nós estamos renegando o primeiro direito, que é a vida. A vida que nós colocamos algumas pessoas na rua que são verdadeiros assassinos, em detrimento do sossego da sociedade”, declarou.
Para o coronel, o salário inicial de R$ 6 mil para um soldado é insuficiente diante do risco de vida assumido. Além disso, rechaçou justificativas para o roubo de bens.
“Coitadinho, ele só roubou um celular. Vítima da sociedade, né? Pergunta para o trabalhador que passou o mês inteiro e dividiu aquele celular em dez vezes. [...] O bandido age porque tem oportunidade e sensação de impunidade”, alertou.
Com base na sua experiência no Proerd, Darwin propôs expandir programas de conscientização nas escolas já no primeiro ano de mandato para combater o feminicídio em Mato Grosso, ensinando o respeito às mulheres desde a infância.
“Nós conseguimos ver as crianças deixando de promover atos de vandalismo [...] porque aprenderam a fazer escolhas seguras e saudáveis”, relembrou.
Ao abordar soluções institucionais, rechaçou ideias extremas de fechamento do Congresso e defendeu a força da sociedade por meio de uma metáfora.
“O elefante no circo estava preso por um fio de barbante. O tratador disse: 'Ele nunca soube a força que tem'. Assim é o povo brasileiro. Está preso por um fiozinho de barbante e acha que não é capaz. Não precisamos derrubar o Congresso, precisamos tomar as rédeas e promover as mudanças necessárias”, garantiu.
Sobre as polêmicas nas promoções de oficiais na Polícia Militar, Darwin revelou insatisfação na corporação.
“Oito em cada dez policiais que concorrem ao posto de coronel não estão satisfeitos com os critérios atuais [...] A comissão dá uma nota de zero a seis que derruba. É uma combinação, mas a escolha final é do governador”, explicou.
Ainda, o candidato se colocou como uma alternativa fora do sistema tradicional.
“Eu sou a voz da esperança. Eu sou do povo, eu não sou político. Mato Grosso não é curral eleitoral de ninguém, é uma terra livre, um elefante esperando a oportunidade de sair. Faça uma escolha inteligente”, concluiu, indicando seu número ao Senado.
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