Publicidade

Cuiabá, Quarta-feira 26/08/2026

Polícia - A | + A

Operação Replay 26.08.2026 | 16h25

Advogada é solta com uso de tornozeleira eletrônica

Facebook Print google plus

Reprodução

Reprodução

A Justiça de Mato Grosso concedeu liberdade à advogada Dayane Karol Moreira, presa durante a Operação Replay, deflagrada pela Polícia Civil para investigar um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Comando Vermelho. A decisão foi assinada pela juíza Edna Ederli Coutinho, do Núcleo 4.0 do Juiz das Garantias de Cuiabá, na última sexta-feira (21), e impôs o uso de tornozeleira eletrônica e recolhimento domiciliar.

 

Segundo o advogado Jean Carlos Pereira, responsável pela defesa de Dayane, a medida não se trata de prisão domiciliar, mas de liberdade condicionada ao monitoramento eletrônico e ao recolhimento em casa. A defesa também ingressou com habeas corpus no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) para tentar derrubar as medidas cautelares.

 

Dayane é investigada por suposta participação em organização criminosa e lavagem de capitais. Conforme a investigação, ela teria participado da ocultação de patrimônio atribuído a Paulo Witer Farias Paelo, conhecido como “W.T.”, apontado pela Polícia Civil como tesoureiro do Comando Vermelho em Mato Grosso.

 

Leia também - Faccionado é preso por torturar trabalhador até a morte

 

Segundo o advogado, a acusação sustenta que Dayane teria atuado na lavagem de capitais ao prestar serviços jurídicos para uma pessoa que seria usada como “laranja” por W.T. A defesa, porém, nega que ela soubesse da suposta condição do contratante.

 

O advogado afirmou que Dayane apenas exerceu a atividade profissional e possui documentos para comprovar a prestação dos serviços. Entre eles, citou contrato de honorários, comprovantes de recebimento, além de documentos relacionados à compra e venda e ao aluguel do imóvel envolvido na investigação.

 

“Nós, da defesa, alegamos que não, que ela não sabia que essa pessoa era laranja e que ela exerceu o trabalho jurídico de advogada”, afirmou.

 

Ainda de acordo com o defensor, a defesa também questiona a forma como foram cumpridas as buscas durante a Operação Replay. Segundo ele, o mandado autorizava a busca na residência de Dayane, mas os policiais teriam realizado a diligência na casa da irmã dela, que também é advogada.

 

O advogado sustenta que a busca ocorreu sem a presença de representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Por isso, a defesa pediu a nulidade das provas recolhidas durante a operação.

 

Segundo Jean Carlos, a juíza responsável pelo caso acolheu o pedido relacionado à nulidade das provas.

 

“Como foi cumprido em local diverso daquele autorizado pela decisão e como foi cumprido também sem a presença de nenhum representante da OAB, nós requeremos a nulidade das provas”, afirmou o advogado.

 

A defesa agora busca, por meio do habeas corpus, tanto a revisão das medidas impostas a Dayane quanto a declaração de nulidade das provas obtidas na busca e apreensão.

 

Operação Replay 

Dayane foi presa em 30 de julho durante a Operação Replay, que cumpriu mandados contra integrantes e colaboradores de uma organização criminosa investigada por lavagem de dinheiro e outros crimes.

 

Entre os alvos está Paulo Witer Farias Paelo, o “W.T.”, que já estava preso e teve uma nova prisão preventiva decretada. Segundo a Polícia Civil, mesmo recolhido no sistema prisional, ele continuava exercendo funções de comando financeiro e disciplinar da facção.

 

A investigação também apontou movimentações financeiras, uso de terceiros para ocultação de patrimônio e aquisição de imóveis e veículos. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 15,324 milhões em ativos financeiros e o sequestro de bens avaliados em aproximadamente R$ 17,28 milhões.

 

A Operação Replay é um desdobramento das operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra.

Voltar Imprimir

Publicidade

Comentários

Enquete

Candidatos voltaram a contestar a lei do feminicídio. Qual sua opinião sobre a legislação?

Parcial

Publicidade

Edição digital

Quarta-feira, 26/08/2026

imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
btn-4

Indicadores

Milho Disponível R$ 66,90 0,75%

Algodão R$ 164,95 1,41%

Boi à vista R$ 285,25 0,14%

Soja Disponível R$ 153,20 1,06%

Publicidade

Classi fácil
btn-loja-virtual

Publicidade

Mais lidas

O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.

Copyright© 2022 - Gazeta Digital - Todos os direitos reservados Logo Trinix Internet

É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.