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Cuiabá, Segunda-feira 21/09/2026

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conversa com irmão de ministro 21.09.2026 | 14h02

Em áudio, Medeiros promete 'poupar' o STF de ataques durante campanha

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Reprodução TV Vila Real

Reprodução TV Vila Real

Em áudio divulgado na manhã desta segunda-feira (21), o candidato ao Senado, José Medeiros (PL), afirma que, durante sua campanha, não tecerá críticas e ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF). O postulante, ligado ao radicalismo e defensor ferrenho do bolsonarismo, garante que suas indiferenças são restritas a Alexandre de Moraes e não representam críticas à Corte.

 

Na gravação, divulgada pelo portal Metrópoles, Medeiros encaminha um áudio ao prefeito de Diamantino (208 km de Cuiabá), Chico Mendes (União) e irmão do ministro Gilmar Mendes, dizendo ter orientado sua equipe de marketing a retirar qualquer menção ao STF de seus textos de campanha. Ele também afirma que nunca citou nominalmente Gilmar e faz uma exceção a Moraes.

 

“Uma coisa que não tenho feito: não ataco o STF, viu, Chico? Meu marketing tinha feito um negócio; eu falei: ‘quero que corte tudo’. Não leio um texto para gravação que tenha ou mencione o STF.  Se vocês pedirem para eu esculhambar com Alexandre de Moraes, podem me ligar até no meio da noite, que eu faço isso. Mas não me peça para falar de outros ministros e tal. Só para dizer que nunca mencionei o nome do ministro Gilmar. Já fui até criticado por isso e falei: 'não me peçam para fazer isso'”, disse Medeiros.

 

Ao portal, Medeiros confirmou a autenticidade da gravação e disse que não costuma atacar a Corte. Segundo ele, ministros podem cometer erros, mas a instituição deve ser preservada. O áudio vazado surpreendeu, já que mostra postura diferente do candidato. Na semana passada, Medeiros classificou como “show de horrores” a sessão do STF que analisou pedidos relacionados ao ministro e afirmou que a Suprema Corte estaria se tornando um “superpoder”.

 

Na ocasião, Medeiros também defendeu que o Senado tivesse uma atuação mais firme em relação aos ministros do Supremo e afirmou que a falta de avanço em pedidos de impeachment teria contribuído para o que chamou de “monstro” em que o Poder Judiciário teria se transformado.

“É um misto de sentimento de revolta com uma tristeza profunda em estar em um país onde tantas coisas ruins acontecem ao mesmo tempo. O que se viu nesse julgamento do STF foi mais uma ação da Suprema Corte para destruir a democracia brasileira, tornando-se um superpoder, acima de todos os outros, e o que é pior: atuando para tentar impedir uma investigação de corrupção que envolve um membro da corte. É inadmissível que nosso Judiciário tenha se transformado nisso que vimos durante esse julgamento”, comentou Medeiros à época.

 

 

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