TRETA COM BILIONÁRIOS 19.08.2026 | 17h04

redacao@gazetadigital.com.br
Montagem/GD
Antônio Galvan (Avante), agricultor e candidato ao Senado por Mato Grosso, disse que o apoio da família Maggi ao governo do presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva (PT), não é por afinidade ideológica, mas movido por interesse financeiro. O questionamento inicial foi sobre o empresário Eraí Maggi, mas, na sua fala, Galvan citou também o ex-governador e ex-senador Blairo Maggi, um dos homens mais ricos do país.
“Eu já conheço muito bem essa situação criada desde lá atrás, quando tinha o recurso que vinha para equalizar preço. A maioria [desses recursos] foi eles que abocanharam, por isso que eu falo: eles não são petistas, eles não são bolsonaristas, eles são dinheiristas”, disse nesta quarta-feira (19).
“Quem abre os cofres e dá dinheiro para eles, claro que paga de volta, ninguém está falando que é de graça, eles apoiam”, acrescentou na sequência.
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Galvan afirmou que Eraí e Blairo se afastaram do governo de Jair Bolsonaro (PL) porque ele “dividiu melhor o bolo do recurso” que é destinado aos produtores rurais. Disse, ainda, que nos governos do PT a família sempre conseguiu aumentar sua fortuna.
“Como o próprio Blairo conseguiu um banco, o Banco Maggi, no mandato da [ex-presidente] Dilma Rousseff. Eles têm mais do que a obrigação de querer apoiar, mas sinto que eles não apoiam esse mandato que está aí pela forma como vem sendo gerido, e sim pelo que eles têm de oportunidade de buscar recursos”, avaliou.
Galvan concluiu sua declaração dizendo que não tem nada contra o Partido dos Trabalhadores em si, mas “a gestão que está sendo feita pelo mandatário do PT no país”. Ele também citou o Supremo Tribunal Federal (STF), ponderando sobre as críticas feitas a alguns ministros.
“A sigla partidária não tem culpa nenhuma, como a própria Suprema Corte, o STF, não tem culpa nenhuma. São membros que fazem parte dela e que fazem as coisas erradas”, concluiu. O produtor rural foi investigado por envolvimento em atos antidemocráticos que tentavam impedir a posse de Lula após derrota de Bolsonaro, em 2022.
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