ELEIÇÕES 2026 25.09.2026 | 12h46

pablo@gazetadigital.com.br
Montagem GD
Os candidatos que brigam pelas duas vagas ao Senado apostaram nesta sexta-feira (25) em seus programas eleitorais, no apoio de padrinhos nacionais, na defesa de legados de gestão e em duros ataques a adversários diretos. O ex-governador e candidato Mauro Mendes (União) buscou consolidar sua imagem associando-a ao municipalismo e à área de infraestrutura, além de destacar investimentos na educação pública.
O programa do candidato exibiu o endosso de aliados do plano nacional, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e reforçou a entrega de reformas e tecnologia nas escolas estaduais. "Fizemos nesses últimos anos mais de uma centena de escolas com alto padrão de qualidade, tecnologia em sala de aula, material didático, uniforme e muitos investimentos para melhorar o ensino", declarou Mendes.
A candidata Margareth Buzetti (PSD) estruturou sua participação com foco nas pautas sociais, na primeira infância e nos direitos das mulheres, apresentando o projeto "Nossas Vidas". A propaganda deu especial atenção à ampliação do acesso a creches e ao mercado de trabalho para mães.
"Sem creche, a mãe perde o trabalho e a criança perde a chance de começar bem. Por isso, no meu plano Nossas Vidas, prevê vaga de creche, contraturno na escola e vale-creche para a mãe escolher onde deixar o filho quando faltar vaga", afirmou Buzetti.
Já a deputada estadual e candidata Janaina Riva (MDB) apostou na presença em municípios do interior, no apoio de servidores públicos e trabalhadores do campo e na defesa de uma atuação combativa no Congresso. "Para o Brasil ouvir a voz de Mato Grosso, o seu voto faz a diferença. Nesta eleição, você vai eleger dois senadores, e eu conto com o seu voto para lutar por Mato Grosso no Senado", defendeu a emedebista.
O programa do deputado federal Zé Medeiros (PL) dedicou espaço relevante para fazer contraponto direto a Janaina Riva e ao MDB, além de reforçar seu alinhamento com a direita e com o ex-presidente Jair Bolsonaro. A peça publicitária associou Janaina a figuras do STF e ao histórico de seu pai, o ex-deputado José Riva.
"O PL só tem um candidato ao Senado, Zé Medeiros. Foi indicação pessoal do presidente Bolsonaro [...] Zé é conhecido como um dos políticos mais perseguidos pelo Alexandre de Moraes", apontou a locução do programa eleitoral.
No campo do conservadorismo radical, o candidato Antônio Galvan (Avante) reiterou o discurso de renovação política e alinhamento com a pauta de costumes. "Para defender a liberdade e moralizar a política em Brasília, não se esqueça: senador da direita é Galvão, Senador Coragem", pregou durante sua inserção.
Por sua vez, o senador e candidato à reeleição Carlos Fávaro (PSD) voltou suas baterias para o eleitorado do interior, com foco nos pequenos produtores rurais e no fortalecimento da agricultura familiar. O programa exibiu depoimentos de agricultores beneficiados por maquinários e assistência técnica.
"Eu sou filho de pequenos produtores que chegou a ser ministro da Agricultura. Eu não podia, ao chegar ao cargo de ministro, esquecer as minhas origens. Por isso, eu fiz muito pela agricultura familiar de Mato Grosso", disse Fávaro.
A propaganda do ex-governador Pedro Taques (PSB) trouxe falas em tom inflamado, cobrando postura altiva do Parlamento diante dos demais Poderes, ressaltando a necessidade de enfrentar pautas polêmicas e combater a corrupção. "O Senado é omisso em relação ao lamaçal que está ocorrendo no Supremo Tribunal Federal e também em relação à bandalheira que ocorre no Congresso Nacional", disparou.
Já os candidatos Beny Godoy (Agir), Coronel Darwin (Democrata) e Professor Nelson Ferreira (Agir) não dispõem de tempo no horário eleitoral gratuito, em razão das regras de cláusula de barreira que limitam o acesso de partidos sem representação mínima no Congresso Nacional ao fundo partidário e à propaganda de rádio e TV.
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