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PEC DA SEGURANÇA 04.11.2026 | 14h15

Senadores de MT se dividem sobre redução da maioridade penal

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Montagem GD

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Os senadores de Mato Grosso se dividiram na votação que retirou as propostas de redução da maioridade penal do texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, aprovada pelo Senado nesta terça-feira (3). Carlos Fávaro (PSD) e Jayme Campos (União Brasil) votaram a favor do desmembramento das emendas, enquanto Wellington Fagundes (PL) se posicionou contra a medida.

 

O requerimento que separou as duas propostas foi aprovado por 38 votos a 36, com uma abstenção. Com a decisão, as emendas que tratavam da redução da maioridade penal deixam de integrar a PEC da Segurança Pública e passam a tramitar separadamente no Congresso Nacional.

 

A divergência entre os parlamentares mato-grossenses acompanhou a divisão registrada no Plenário. Fávaro e Jayme seguiram o posicionamento favorável ao desmembramento, enquanto Wellington acompanhou a orientação do PL, que defendia a votação das emendas dentro da proposta principal.

 

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Apesar das posições diferentes nesse ponto, os três senadores de Mato Grosso votaram favoravelmente ao texto principal da PEC, aprovado por unanimidade nos dois turnos, com 73 votos no primeiro e 75 no segundo.

 

Durante a discussão da proposta, Jayme Campos defendeu o endurecimento do combate ao crime organizado e afirmou que a população brasileira vive com medo diante do avanço das organizações criminosas.

 

"O Brasil precisa recuperar a autoridade do Estado diante do crime organizado e devolver às famílias o direito de viver. A população brasileira não aguenta mais tanta violência. Milhões de famílias vivem com medo. Medo de sair de casa, de andar pelas ruas e perder filhos para a criminalidade. O crime organizado avançou sobre nossas cidades, ampliou seu poder econômico e passou a desafiar abertamente a autoridade do estado. Se queremos combater o crime organizado nas nossas cidades precisamos fechar as portas que abastecem essas organizações com armas, drogas e dinheiro", declarou.

 

O senador também defendeu o combate às estruturas que abastecem as organizações criminosas e, ao final do discurso, manifestou apoio à aprovação da PEC 18/2025.

 

A proposta, de iniciativa do governo federal, promove mudanças na estrutura da segurança pública brasileira, com o objetivo de fortalecer a cooperação entre União, estados, Distrito Federal e municípios no combate à criminalidade.

 

Entre os principais pontos estão a inclusão do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição e a possibilidade de criação de polícias municipais. A PEC também amplia as atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que poderá atuar no policiamento de ferrovias e hidrovias federais, e institui o Sistema de Políticas Penais, com novas regras para a atuação das polícias penais.

 

Além disso, o texto prevê medidas mais rigorosas contra integrantes de facções criminosas e milícias, reforça a proteção às vítimas e estabelece mecanismos para ampliar o financiamento da segurança pública.

 

Maioridade penal

 

A retirada das emendas ocorreu após divergências entre os senadores sobre a inclusão do tema na PEC. Uma das propostas, apresentada pelo senador Rogerio Marinho (PL-RN), previa reduzir a maioridade penal para 16 anos como regra geral e para 14 anos em casos de crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e participação em organizações criminosas.

 

Já a outra emenda, apresentada pelo senador Camilo Santana (PT-CE), previa a redução para 16 anos apenas em casos de crimes hediondos.

 

O relator da PEC, senador Rogério Carvalho (PT-SE), considerou que a discussão sobre maioridade penal deveria ocorrer separadamente, por se tratar de um tema complexo que exige debate próprio. O mérito das propostas deverá ser analisado em tramitação independente.

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