OLHO NO PAIAGUÁS 30.09.2026 | 11h40

redacao@gazetadigital.com.br
João Vieira
Em reta final de campanha para o Senado por Mato Grosso, a deputada estadual Janaina Riva (MDB) rechaçou qualquer intenção de usar uma eventual cadeira no Congresso Nacional como trampolim para projetos maiores na política local. Ela ainda defendeu que o candidato ao governo deveria ter sido o atual presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), Max Russi (pode).
Em entrevista coletiva concedida durante sabatina da Aprosoja nesta quarta-feira (30), a emedebista garantiu que pretende cumprir integralmente os oito anos de mandato e descartou disputar o Poder Executivo estadual no próximo ciclo. Segundo a parlamentar, o planejamento do seu grupo político para o Palácio Paiaguás envolve o nome de Max Russi em um projeto de longo prazo.
"Não tenho esse projeto de deixar minha candidatura ao Senado. Eu pretendo cumprir os meus oito anos como senadora. Na minha opinião, o candidato a governador nessa eleição deveria ter sido o Max Russi (Pode). Então, nós temos um alinhamento com o Podemos, temos o nome do Max, que é um nome que nós temos trabalhado, pensando no Mato Grosso a longo prazo, seria o nosso candidato. Eventualmente, lá em 2030. Agora, está tão longe para isso. Primeiro, precisa ganhar essas eleições", disse.
Apontando dados de levantamentos eleitorais recentes, Janaina demonstrou confiança na vitória nas urnas e atribuiu a onda de críticas que vem sofrendo ao seu favoritismo na disputa. A candidata ressaltou ainda que sua estratégia tem sido evitar a troca de farpas para não perder o apoio dos eleitores no segundo voto, em eleições com duas vagas em disputa para o Senado.
"Eu tenho uma distância de quase o dobro dos candidatos na última pesquisa Quaest, que é, talvez, uma das pesquisas mais assertivas e mais respeitadas do Brasil. Obviamente que não conto com o já ganhou, mas ela me dá uma segurança de que o trabalho está bem feito (...), uma certa confiança de que, no domingo, nós vamos ser eleitos", justifica.
Sobre os áudios vazados e as investidas de adversários políticos, a deputada sustentou que se tornou o alvo principal da disputa justamente por liderar as intenções de voto.
"Para mim, é natural, não muda absolutamente nada. Eu sou alvo, neste momento, de todos os candidatos, porque eles acreditam que eu sou a adversária a ser combatida só por estar na segunda colocação. (...) Estou fazendo uma eleição sem mirar em ninguém, sem atingir nenhum dos adversários, com o objetivo, também, de conquistar o segundo voto. Estou vendo muitos adversários meus que começaram a me atacar e que estão perdendo o meu segundo voto, justamente pelos ataques", finaliza.
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