DEBATE NA GAZETA 17.09.2026 | 11h09

pablo@gazetadigital.com.br
João Vieira
O deputado federal e candidato ao Senado, José Medeiros (PL-MT), minimizou o envolvimento de aliados no escândalo do Banco Master e rebateu cobranças por coerência política antes do debate entre os candidatos ao Senado no Grupo Gazeta de Comunicação.
O candidato saiu em defesa do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), investigado pela Polícia Federal no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção por seus elos com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro no financiamento do filme Dark Horse.
Indagado sobre a apuração, o deputado sustentou que as negociações do filho do ex-presidente tratam de transações comerciais convencionais. "Se a régua for colocar o Flávio Bolsonaro por um negócio privado, com contrapartida clara, com objeto jurídico claro, como criminoso, então vai prender boa parte da clientela do banco", declarou Medeiros. Ele também descartou qualquer repasse público. "Isso é totalmente descartado."
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O parlamentar rebatia questionamentos sobre o duplo padrão de sua bancada ao apontar irregularidades em conexões de ministros do STF com Vorcaro, enquanto poupava correligionários. Em contrapartida, atacou o Judiciário e acusou o ministro Alexandre de Moraes de interferir na eleição ao cortar seu tempo de inserção partidária. "Eu peço a prisão do Alexandre de Moraes num dia, no outro ele dá uma tungada no meu tempo", disparou, prevendo que o magistrado sairá "algemado num camburão".
Medeiros também renegou a pecha de "passar pano" para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), cuja omissão nos pedidos de impeachment de ministros do STF atrai críticas da ala bolsonarista. Questionado sobre a cessão de sua esposa para o gabinete da presidência do Senado, o candidato rebateu.
"A minha esposa é concursada e a cessão foi feita dentro dos trâmites legais [...] acompanhamento de cônjuges está na lei". Ele alegou ter feito protestos contra Alcolumbre e se colocado como alternativa para a liderança do Congresso.
Ao avaliar o cenário local, o candidato ironizou as ausências do governador Mauro Mendes (União) e da deputada estadual Janaina Riva (MDB) no encontro promovido com os postulantes ao Senado. "Às vezes tem gente que tem alguma coisa a esconder e não quer responder, por exemplo, pelos suplentes. Como dizia Vicente Matheus, quem vem na chuva é para se queimar", afirmou.
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