FRENTE A FRENTE 17.09.2026 | 09h30

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Chico Ferreira
Atualizada 12h54 - No início do terceiro bloco do debate dos candidatos ao Senado por Mato Grosso, realizado pelo Grupo Gazeta de Comunicação, os candidatos terão direito de fazer duas perguntas de temática livre para qualquer outro candidato, mesmo que todos já tenham sido acionados nos blocos anteriores. Isso ocorre por conta da ausência dos candidatos Mauro Mendes (União) e Janaina Riva (MDB), fazendo com que seja necessária esta repetição no último bloco de perguntas entre postulantes.
A primeira a perguntar agora é Margareth Buzetti (PP), que se direcionou a Pedro Taques (PSB), indagando-o por que nenhum outro candidato quis questioná-la sobre a situação do Supremo Tribunal Federal (STF). Taques respondeu afirmando que defende mudanças estruturais no STF para que nenhum ministro permaneça com “rabo preso”, além de alterar o Regimento do Senado, que está “na pica do Saci”.
Em sua segunda pergunta, Buzetti voltou a chamar Carlos Fávaro (PSD), questionando se ele assinou o impeachment de Alexandre de Moraes ou não. Fávaro afirmou que já declarou abertamente que defende a abertura de processos de impeachment contra todos os criminosos entre os ministros do STF. Além disso, ambos defenderam uma reforma no Judiciário e uma postura mais firme dos representantes do Senado.
O segundo a perguntar neste bloco foi José Medeiros (PL), que aproveitou o momento para alfinetar Fávaro e questionar Buzetti como ela avalia a atuação do ex-ministro da Agricultura, que ele julgou ser omisso em casos de agressão à mulher vindos de familiares do presidente. Buzetti respondeu que as leis criadas por ela valem para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu filho, e para todos os demais, inclusive seu esposo, alegando que a violência é inaceitável e que não aprovou o pacto feito pelo Governo Federal.
A segunda questão de Medeiros foi direcionada a Galvan sobre a parcialidade de ministros que mantêm relações pessoais com candidatos, citando nominalmente Janaina Riva e Alexandre de Moraes. Galvan então respondeu, apontando que o STF virou a “casa da mãe Joana” e que essas questões são mais uma prova de que a candidata não votará a favor do impeachment de Moraes, sendo ela “a candidata dele”.
Em sequência, Galvan agradeceu a Fávaro por reconhecê-lo como o “único candidato da direita” e o questionou se ele realmente conseguiria votar contra um ministro. AO que Fávaro rebateu com alfinetadas, sugerindo que o candidato deveria ir ao médico checar sua visão e audição, já que ele já havia garantido abertamente que votará a favor de impeachment de ministros. Galvan então relembrou uma suposta traição dele contra Bolsonaro em 2020, chamando-o de “fala mansa”.
Na segunda oportunidade de questionar, Galvan se direcionou a Medeiros novamente, ironizando se ele acreditaria nas alegações do candidato anterior, que é conhecidamente opositor à dupla bolsonarista. Medeiros então respondeu que ele está mentindo e que ele é “candidato do Lula”, só fazendo o que o presidente permitir. Ainda, afirmou que ele é uma “melancia”, fala que foi endossada por Galvan.
O próximo a questionar é o candidato Pedro Taques, que se voltou a Fávaro comparando o roubo dos aposentados do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) e o caso dos Consignados, que afeta os servidores em Mato Grosso. Fávaro respondeu que ninguém achará o contato do ex-banqueiro Daniel Vorcaro em sua agenda e que trabalha pelo bem da população contra pessoas envolvidas nesses escândalos.
Em sua segunda pergunta, questionou Medeiros sobre o domínio de facções nas cidades mato-grossenses e quais propostas o candidato tem para enfrentar essa situação. O qual respondeu que é necessário endurecer o combate e as punições para envolvidos em organizações criminosas, além de relembrar sua atuação no Senado, que já focava nessas medidas, principalmente em fronteiras. Taques aproveitou a chance de falar sobre suas propostas, mandar os faccionados “ficarem espertos” e, novamente, alfinetar Mendes.
O último a perguntar neste bloco é Fávaro, que questionou Taques sobre o destravamento das obras paradas em rodovias que cruzam o estado. Ao que Taques respondeu sobre os resultados positivos que a atuação de Taques conquistou, inclusive com a integração da Ferrovia Senador Vicente Emilio Vuolo, que inaugurou seu primeiro trecho neste ano, encerrando com críticas sobre os pedágios.
Na última pergunta da rodada, Buzetti foi questionada sobre o fim das obras relacionadas ao Hospital Universitário Júlio Müller. Em sua resposta, a candidata frisou a importância da unidade para a assistência gratuita à população, afirmando que possui muito orgulho da destinação desta emenda ao estado. Fávaro finalizou, relembrando sua intenção de criar o Hospital do Coração em MT.
Atualizada às 12h - Com o início do segundo bloco dos debates para o Senado de Mato Grosso, as regras mudam um pouco. Os candidatos seguem podendo fazer perguntas para dois candidatos sobre temáticas livres, desde que não perguntem aos mesmos postulantes do primeiro bloco. Seguindo o regimento, a equipe do grupo Gazeta de Comunicação também analisou o pedido de resposta feito no bloco anterior pelo candidato José Medeiros (PL), negando a solicitação.
O primeiro a questionar neste bloco foi o próprio Medeiros, que já havia feito perguntas a Antônio Galvan (Avante) e Margareth Buzetti (PP), direcionando sua atenção agora a Pedro Taques sobre os suplentes da candidata Janaina Riva (MDB) e a possibilidade de impichar ministros. Ao que Taques respondeu, afirmando que pretende propor tempo limite de atuação no Supremo, além de proibir a candidatura de pessoas com “capivara gigante”, como os citados suplentes.
Na segunda questão de Medeiros, ele acionou Fávaro, interrogando-o se ele pediria a prisão do ministro Alexandre de Moraes. Fávaro, por sua vez, afirmou que o fará e que o ministro já devia ter sido afastado, além de avaliar que esta é uma situação lamentável e que o Judiciário precisa de uma grande reforma. Medeiros fez uma réplica, alfinetando o oponente e dizendo que ele flutua entre a direita e a esquerda quando lhe convém, e essa resposta seria uma evidência disso.
Continuando o bloco, o próximo a questionar foi Taques, que, no bloco anterior, já havia chamado Medeiros e Buzetti, convocando agora o candidato Antônio Galvan sobre como proteger os pequenos produtores. O postulante respondeu que, enquanto a esquerda permanecer no Poder, os pequenos produtores continuariam sendo tachados de “fascistas” e que vários produtores se suicidaram por “vergonha”. Ao que foi rebatido com dados do Fundo Garantidor por Taques, que prometeu auxiliar os pequenos produtores com seguros.
Em sua segunda pergunta, o candidato se direcionou para Fávaro sobre candidatos que respondem a processos e, mesmo assim, estão na chapa de suplência, como no caso dos suplentes de Riva. Fávaro respondeu que é importante que o eleitor olhe para a chapa como um todo, pois trabalharam juntos por oito anos em Brasília representando o estado, segundo ele, isso seria uma “chapa honrada”.
O terceiro a questionar foi Galvan, que já fez questionamentos a Fávaro e Taques, perguntando agora para seu aliado José Medeiros sobre a tentativa de incriminar o “único ilibado” entre os ministros, André Mendonça, “assim como fizeram com Bolsonaro”. Medeiros então respondeu que a reunião no Supremo nesta semana mostrou que os ministros estão “custeando o alambrado do impeachment” e alfinetando Fávaro, afirmando que ele é uma marionete e age ativamente para impedir esses processos no “Senado omisso”.
Em sua próxima pergunta, Galvan convocou Buzetti para falarem sobre as leis que a candidata fez em sua suplência e como ela não teria cobrado o ex-governador, Mauro Mendes (União) sobre a crescente de feminicídio em sua gestão. A candidata rebateu que o cobrou sim e que é necessário “mostrar ação e não discurso”, algo que não foi feito por Mendes, em sua opinião, já que estão focados na punição pós-crime e não na prevenção.
Seguindo o debate, quem questionou nesse momento foi Fávaro, que já havia chamado Taques e Buzetti, questionando agora o candidato Galvan sobre a temática anterior da violência e afirmações passadas do postulante, que defende que não deveriam existir leis específicas sobre o crime. Ao que Galvan respondeu declarando que “até o Google admite que não tem nada registrado sobre isso”, negando a existência de feminicídio e que os dados divulgados seriam armados pela gestão federal e “principalmente o teu presidente que defende o crime”.
Em sua segunda questão, Fávaro perguntou a Medeiros se a pecha de “melancia” não se adequa ao seu aliado Odílio Balbinotti (MDB). Medeiros relembrou que Balbinotti acaba de passar pelo luto em sua família e pediu para não trazê-lo ao debate, respondendo que não tem vergonha de seu passado e também que a pecha se adequa à pessoas que deixam a esquerda, mas não abandonam o passado, alfinetando-o. Fávaro, por sua vez, replicou, afirmando que é importante deixar essas intrigas de lado e tratar as candidaturas de forma séria, e que Medeiros não é o “verdadeiro candidato da direita”.
A última a questionar neste bloco foi Buzetti, que já tinha questionado Taques e Medeiros, dando sequência agora com Galvan, ainda sobre os crimes de violência de gênero. O candidato respondeu que, apesar de as propostas de Buzetti serem válidas, defende que as leis sejam iguais, independentemente do gênero do agressor, e que a lei “não teve o efeito esperado”. Buzetti rebateu que ele não respondeu à pergunta que foi feita e que ele se engana sobre os dados e as medidas que devem ser tomadas.
Ao fim de sua participação, Buzetti direcionou a Fávaro uma questão voltada à moralidade das famílias que convivem com a perda de uma mulher em decorrência da violência. Ao que Fávaro a elogiou por sua atuação e respondeu que “é assim que se faz uma chapa honrosa” e que irá continuar suas medidas sem romper clausuras pétreas como Galvan sugere.
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Atualizada às 11h16 - Fim do primeiro bloco. Os candidatos flutuaram entre ping-pong com aliados e ataques diretos a concorrentes, inclusive aos que faltaram. Em um dos pontos, Galvan afirmou que a pandemia da Covid-19, que matou milhares de brasileiros e pessoas ao redor do globo, foi fabricada pela esquerda.
O primeiro a perguntar foi o candidato Carlos Fávaro (PSD), questionando seu colega de coligação, Pedro Taques (PSB), sobre as adversidades ao montar coligações, mencionando nominalmente a candidata faltante, Janaina Riva (MDB), que substituiu sua base de suplentes por candidatos que estão sendo investigados. Ao que Taques respondeu que é importante que não haja candidatos “ficha suja”, aproveitando para atacar José Medeiros (PL) por confrontos anteriores envolvendo falsificação de atas.
Na sequência, Fávaro questionou a candidata Margareth Buzetti (PP) sobre a geopolítica e soberania nacional frente a conflitos externos. Ao que a candidata respondeu afirmando que, apesar das “loucuras de Trump”, é necessário manter boas relações internacionais com todos os países. Buzetti adicionou também que, apesar de não concordar com tudo o que é feito por Donald Trump, ela apoia suas medidas no combate à China.
O segundo a questionar foi o candidato José Medeiros, que acionou Antônio Galvan (Avante), chamando-o de “Veio da Lancha” ao vivo, para falar sobre o que ele acha da abordagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre atuações internacionais. Sobre isso, o candidato respondeu que estão se candidatando para “salvar o Brasil” e acusou a atual gestão de “fabricar uma pandemia” para controlar a população e desmoralizar líderes como Trump.
Em sua segunda pergunta, Medeiros questionou Buzetti sobre a presença de mulheres como suplentes ao Senado, em ataque direto à Fávaro. Buzetti afirmou que a forma com que tratam mulheres na política, muitas vezes, não é republicana, mas que não se sentiu atacada e fez o possível durante sua estada como suplente, sendo uma prerrogativa do titular utilizar as emendas de forma independente do suplente, como no caso de Fávaro.
Como Mendes e Riva não estavam presentes, o próximo a questionar foi Galvan, direcionando à Fávaro que o governo atualmente afirma ter acabado com a fome no país duas vezes. Fávaro rebateu que o presidente não mentiu, pois essa informação veio diretamente das Nações Unidas, e aproveitou para alfinetar a gestão Bolsonaro, relembrando que a população voltou ao Mapa da Fome em seu governo.
Galvan seguiu sua linha de enfrentamento, agora contra Taques, interrogando-o sobre as alegações contra Mauro Mendes no caso da Operação Heritage. Oportunidade a qual Taques aproveitou para dizer que o candidato ausente “não tem coragem de provar que não panhô”. Ao que Galvan escolheu concordar com o adversário, defendendo que os senadores devem ter coragem para enfrentar a Justiça.
Seguindo o debate, Buzetti questionou Taques sobre suas propostas para combater à violência contra a mulher. Taques defende que penas longas são a solução contra este crime “nojento”, como avaliou. Sobre isso, Buzetti aproveitou para mostrar suas propostas e projetos já realizados, como a Lei do Vicaricídio.
A segunda questão de Buzetti foi direcionada à Medeiros sobre a mesma temática, ao que o candidato respondeu apresentando suas propostas para o combate, priorizando o cuidado antes da ocorrência do crime. Contudo, Buzetti afirmou que “todo pai quer que a polícia chegue antes do crime”, afirmando que continuará a lutar contra a violência.
Para encerrar o primeiro bloco, Taques direcionou sua primeira pergunta também a Medeiros, questionando-o sobre Janaina Riva não ter fidelidade à coligação feita com Medeiros, estando com Mauro em carreatas. Ao que ele respondeu que, se fosse pela vontade de Bolsonaro, seu companheiro de chapa seria Galvan e que agora seu foco é chegar ao Senado novamente para enfrentar o STF.
Em sua segunda pergunta, e última do bloco, acionou Buzetti para falarem sobre o caso da Oi e os Consignados, interrogando-a porque ela impediu que ele fosse depor na CPI do Crime Organizado. Ela defendeu que fez o que foi pedido pelo governador da época, que era Mendes, explicando que isso configura um direito do gestor e que, se ele queria atacá-lo, que não a usasse para isso.
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Atualizada às 10h42 - Mantendo o compromisso com a democracia, o Grupo Gazeta de Comunicação, por meio da TV Vila Real, canal 10.1, leva ao ar hoje o primeiro debate na televisão aberta com os candidatos ao Senado do pleito de 2026. A partir das 10h30, toda a baixada cuiabana poderá conhecer propostas e o que cada candidato defenderá, se eleito no Senado Federal.
Além da mídia tradicional, por meio do sinal digital nas televisões, o eleitor poderá acompanhar o programa por transmissão simultânea no Youtube, no canal da TV Vila Real; através do site Gazeta Digital – na aba principal do portal, bem como nas redes sociais, com a transmissão ao vivo no @gazetadigital.
O debate tem a duração de 2h, podendo ser prorrogado por mais 30 minutos, se necessário, em decorrência aos pedidos de direito de resposta dos candidatos. O programa terá ainda um intervalo de 25 minutos para a transmissão da propaganda eleitoral. Esse será o único momento em que os candidatos poderão deixar o estúdio.
7 dos 10 candidatos, cujos partidos têm representatividade de cinco ou mais parlamentares no Congresso Nacional, foram convidados para o debate. Participam José Medeiros (PL), Pedro Taques (PSB), Margareth Buzetti (PP), Antônio Galvan (Avante), Janaina Riva (MDB), Mauro Mendes (União) e Carlos Fávaro (PSD).
Mediado pelo jornalista Antônio Carlos Silva, o debate será dividido em quatro blocos. No primeiro, após a apresentação dos candidatos, cada um poderá fazer uma pergunta a dois adversários, com direito a réplica e tréplica. Os temas serão livres.
A ordem de quem inicia os questionamentos, definida por sorteio, será Fávaro, Medeiros, Mendes, Janaina, Galvan, Margareth e Taques.
No segundo bloco, a dinâmica será mantida, mas os candidatos deverão escolher nomes diferentes dos questionados anteriormente. A ordem será Mendes, Medeiros, Taques, Galvan, Fávaro, Margareth e Janaina.
As perguntas deverão ser feitas em até 30 segundos, enquanto as respostas terão no máximo 1 minuto. Réplica e tréplica terão 30 segundos cada.
No terceiro bloco, os candidatos voltarão a fazer perguntas a dois adversários. Um dos nomes poderá ser escolhido livremente, enquanto o segundo deverá ser um candidato que ainda não tenha sido questionado durante o debate. Caso algum concorrente não tenha recebido nenhuma pergunta, ele terá prioridade.
A ordem será Margareth, Medeiros, Mendes, Galvan, Taques, Fávaro e Janaina.
O quarto e último bloco será destinado às considerações finais. Cada candidato terá 1 minuto para fazer sua despedida.
Além do debate desta quinta-feira, o Grupo Gazeta de Comunicação realizará o encontro entre os candidatos ao Governo de Mato Grosso no dia 1º de outubro. Em caso de segundo turno, outro debate está previsto para 21 de outubro.
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