promessas de púnição 31.08.2026 | 18h05

laisa@gazetadigital.com.br
João Vieira
O presidente do Partido Liberal (PL) em Mato Grosso, Ananias Filho, reforçou em mensagens enviadas a grupos de apoiadores que a direção nacional da sigla, por meio do presidente Valdemar Costa Neto, autorizou a abertura de processos de infidelidade partidária no diretório estadual. A medida visa expulsar prefeitos e vereadores que apoiarem candidaturas ao governo em detrimento do nome da sigla, Wellington Fagundes.
“O presidente Valdemar foi bem claro. Quem é traidor, para a rua, não tem ninguém que segura [...] Coloca nos grupos, assim, seu aí, ó. O traidor que traiu o PL, qualquer um que seja, seja prefeito, seja vereador, qualquer um, pode abrir procedimento, tá bom?”, declarou em vídeo enviado a grupo de correligionários com o intuito de intimidar e conter a rebelião dos gestores municipais.
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A declaração ocorreu após questionamentos sobre os prefeitos de Rondonópolis (212 km ao sul de Cuiabá), Cláudio Ferreira, e de Várzea Grande, Flávia Moretti, que deixaram o palanque do senador Wellington Fagundes (PL) para declarar apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). No caso de Cláudio, embora Ananias venha reiterando que tomará a medida extrema de expulsão, o prefeito acabou apenas destituído do comando do diretório municipal de Rondonópolis, permanecendo nos quadros da sigla e deixando arestas soltas em discurso do presidente estadual.
A crise interna no PL estadual já havia registrado outros episódios. O prefeito de Primavera do Leste (a 231 km ao sul), Sérgio Machnic, antecipou apoio a Pivetta, mesmo ciente do risco de punição. Na mesma linha, o prefeito de Campo Novo do Parecis (a 396 km a noroeste), Edilson Antônio Piaia, optou por pedir a desfiliação antes de um eventual processo.
Já o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, chegou a considerar o apoio público a Pivetta, mas recuou sob a ameaça de expulsão exercida por Valdemar, movimento acompanhado pela manutenção do repasse de R$ 250 mil do fundo eleitoral para a campanha de sua esposa, Samantha Iris, à Assembleia Legislativa.
As ameaças de Ananias são feitas há meses, mas nenhuma se efetivou até o momento. O grupo enfrenta resistência em obter apoio ao candidato do PL, Wellington Fagundes.
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