26.10.2012 | 18h21
Otmar de Oliveira![]() Coordenação de campanha da coligação de Lúdio juntamente com a assessoria jurídica negaram envolvimento na denúncia de compra de votos por Mauro Mendes |
Coordenador de campanha da coligação Cuiabá Mato Grosso Brasil, encabeçada pelo petista Lúdio Cabral, o deputado estadual Alexandre César (PT) negou qualquer ligação da agremiação ao episódio da detenção de Paulo César Camargo, o “Gatão” ex-goleiro do Mixto, que foi detido pela Polícia Militar na noite desta quinta-feira (25) sob acusação de que estaria cooptando pessoas para votar no adversário Mauro Mendes (PSB) em troca de dinheiro, ou seja, comprando votos para o socialista. Na coletiva convocada pela coligação para às 16h, mas que começou com 45 minutos de atraso, Alexandre também negou que Willian Dias, apontado como autor da denúncia faça parte da coordenação de campanha da sigla petista.
Afirmou ainda que o ex-secretário da Agecopa, hoje Secopa, Eder Moraes que teria dito para alguns veículos da imprensa cuiabana que a prisão havia acontecido após denúncias de membros da coligação de Lúdio, também não fala em nome de coligação, pois é apenas um colaborador como vários outros apoiadores que participam da campanha de Lúdio Cabral e e seu vice Francisco Faiad (PMDB) de forma espontânea, e que portanto não tem nenhum poder de decisão.
A única novidade é que ao fazer um balanço parcial das ações desempenhadas pela assessoria jurídica durante a campanha eleitoral, o advogado José do Patrocínio informou que nas últimas 24 horas 3 novos mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Cuiabá, para inibir supostas irregularidades como distribuição de panfletos apócrifos e carros de som que tocavam jingles ofensivos ao candidato Lúdio Cabral.
Segundo Alexandre César, existem centenas de denúncias sobre compra de votos em todas as regiões de Cuiabá que diariamente chegam ao conhecimento da coligação Cuiabá Mato Grosso Brasil, mas, segundo ele, cabe às forças policiais juntamente Justiça Eleitoral averiguar e investigar se procedem ou não. E neste episódio da noite de quinta-feira, foi segundo ele, mais uma dessas denúncias e que a Polícia Militar ao chegar ao local, teria constatado a existência de indícios do crime de compra de votos e por isso o integrante da campanha de Mauro Mendes foi conduzido para o Centro Integrado de Segurança e Cidadania (Cisc) do Planalto.
O fato é que nenhum valor em dinheiro foi encontrado no local a não ser uma uma lista com aproximadamente 50 nomes, nada mais que isso. Diante da inexistência de qualquer crime, Paulo César Camargo, foi liberado poucos minutos depois. O candidato Mauro Mendes (PSB) então convocou coletiva na manhçã desta quinta-feira e afirmou que vai acionar o Estado e a coligação Cuiabá, Mato Grosso, Brasil por abuso de poder, de autoridade e uso da máquina pública. Além de Mendes, participaram da coletiva seu vice, o deputado João Malheiros (PR), o coordenador da campanha, Emanuel Pinheiro (PR) e um dos apoiadores, o senador Pedro Taques (PDT).
Apreensões
José do Patrocínio informou ainda que 3 mandados de busca e apreensão foram cumpridos por oficiais de Justiça nas últimas 24h para impedir a entrega pela cidade de panfletos apócrifos (sem autoria) com conteúdo ofensivo, discriminatório e homofóbico. Segundo ele, trata-se de folhetos e tabloides de um jornal que não leva assinatura e ligavam Lúdio Cabral a diversos escândalos como mensalão, land rovers, aborto, e ser favorável a manisfestações homoafetivas em locais públicos, em virtude de um projeto de lei de autoria de Lúdio que foi aprovado pela maioria dos vereadores de Cuiabá e já virou lei sancionada pelo prefeito.
O intuito dos adversários, segundo Patrocínio era distribuir o material em diversos pontos da cidade, principalmente nas proximidades de igrejas evangélicas, uma vez que a maior parte dos evangélicos são contra a homossexualidade. Dois caminhões de som que andavam pela cidade tocando jingles ofensivos a coligação de Lúdio Cabral também foram apreendidos após duas notificações da Justiça não cumpridas.
Leia também
Mauro classifica prisão como armação
Acompanhe o GD também pelo twitter: @portalgazeta
Publicidade
Publicidade
Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
Publicidade
Publicidade
O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.