Após derrotas 09.09.2019 | 09h41
Veículo blindado em posição. Inúmeros soldados em linha. Outros em cima de cavalos. Todos protegendo o local reservado do estacionamento do Independência onde os jogadores do Cruzeiro deixam seus carros. Do outro lado centenas de membros de torcidas organizadas, principalmente a Máfia Azul, querendo cobrar jogadores e dirigentes do clube.
Torcedores revoltados, xingando, gritando o deprimente coro de 'time sem vergonha." Um deles atira um saco de pipoca em direção à equipe, na parada técnica. Atinge a cabeça de Dodô e as pipocas se espalham.
Tudo o que acaba de acontecer é pela impiedosa goleada do Grêmio no Cruzeiro por 4 a 1, em Belo Horizonte, no Independência.
O time que foi eliminado da Copa do Brasil, goleado pelo Internacional, perdendo por 3 a 0, na quarta-feira, deu outro vexame neste domingo.
"Eu não nasci para perder. Se eu continuar aqui, haverá uma mudança radical. Queria continuar com o esquema ofensivo, mas percebo que não está dando certo. E vou mudar, se tiver respaldo para isso".
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"Chega uma hora que até a repercussão como treinador pesa. Em mais de cem partidas, essa é a segunda que tomo quatro gols. Já perdi várias vezes com com o São Paulo. Mas existem maneiras de ser derrotado".
"Eu assumo a responsabilidade sobre as trocas que houver. Mesmo que a equipe perca, vai jogar de outra maneira daqui para a frente. Porque não se pode iludir ninguém, falar em Libertadores, em ser campeão. A nossa luta é outra neste Brasileiro."
Essas foram as fortíssimas declarações do único poupado na goleada do Cruzeiro para o Grêmio, Rogério Ceni.
O treinador viu na prática que acabou a ingenuidade. Nada mais de montar a equipe com três, quatro atacantes. Sonhar com um time de posse de bola no ataque. Que tenha o domínio do jogo.
Nada de troca de passes desde a saída de bola. O elenco é velho, desgastado, cansado. Jogadores consagrados como Thiago Neves e Fred não têm mostrado velocidade, explosão muscular, velocidade. O mesmo se aplica para Robinho, ex-Palmeiras. Eles podem ser afastados para 'melhorar o aspecto físico', como disse Rogério Ceni.
O Cruzeiro está em 16º no Brasileiro. A três pontos da zona do rebaixamento. "Estou envergonhado. Preferia não estar aqui. Venho por educação. Lamento a situação vivida hoje e na Copa do Brasil. Temos que fazer diferente. Mesmo que a gente apanhe, nos próximos jogos, a atitude vai ter que ser diferente."
Os próximos jogos do Cruzeiro são Palmeiras, em São Paulo, e Flamengo, em Belo Horizonte. Em três semanas em Minas Gerais, Rogério Ceni já está muito desgastado. Irritado com o grupo que tem nas mãos. Se ele ficar, será completamente mudado para 2020. Os jogadores sabem.
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