outra polêmica 22.01.2021 | 15h53
Reprodução/Record TV
A morte de Diego Maradona continua rendendo polêmicas. Nesta sexta-feira (22), a Procuradoria da Argentina confirmou que Leopoldo Luque, médico pessoal do craque, falsificou a assinatura do ex-jogador para obter seu histórico clínico. Trata-se de uma nova uma etapa da investigação realizada pela promotoria de San Isidro por suposto homicídio culposo, causado por negligência médica.
O documento analisado foi um pedido do dia 1 de setembro de 2020, endereçado à Clínica Olivos, de Buenos Aires. Os investigadores encontraram essa folha e outras duas com rascunhos semelhantes à assinatura de Maradona durante uma busca na casa do médico. Os promotores de San Isidro, responsáveis pela investigação, já estão com o resultado da perícia caligráfica em mãos.
"Da minha mais alta consideração, eu, Diego Armando Maradona, escrevo para solicitar que meu médico particular, Dr. Leopoldo Luque, receba uma cópia de meu prontuário. Muito obrigado", diz a mensagem.
A falsificação é mais um elemento que endosa as suspeitas de irregularidades cometidas por Luque nos cuidados médicos de Maradona. Na Argentina, o histórico clínico de uma pessoa só pode ser entregue ao paciente ou com uma autorização do mesmo.
O ídolo argentino morreu no dia 25 de novembro de 2020, duas semanas depois de ser submetido a uma cirurgia na Clínica Olivos para a retirada de um hematoma no cérebro. A autópsia determinou que ele faleceu como consequência de um "edema agudo no pulmão secundário a insuficiência cardíaca crônica exacerbada" e descobriu "cardiomiopatia dilatada" em seu coração.
As investigações giram em torno de três pontos principais: se houve negligência médica, quem foi responsável por esse possível delito e se a morte de Maradona poderia ter sido evitada.
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