desgaste desnecessário 01.06.2026 | 17h10

laisa@gazetadigital
Reprodução
O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), alertou que o adiamento da eleição da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores pode atrapalhar os planos de reeleição da atual presidente da Casa, Paula Calil (PL), para o biênio 2027/2028. A manifestação ocorreu após parlamentares começarem a debater a transferência da votação, originalmente agendada para 25 de agosto, para o mês de novembro. Além da mudança de data, vereadores aliados da presidente tentam mudar o regimento para que ela seja reeleita.
“Eu acho pior. Porque assim protela, deixa mais para frente, e essa situação fica complicada por mais tempo. Eu entendo que, se tivesse problema, se tivesse uma questão de legalidade, a data era agora, mas eu acho que eles vão ter que rever isso”, argumentou o prefeito.
Essa discussão ganhou força devido a uma decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF), que anulou a eleição antecipada da Mesa Diretora da cidade vizinha Várzea Grande. Embora alguns avaliem que a mudança de data garanta mais prazo para articulações políticas, Abílio Brunini discorda dessa perspectiva. Para ele, o adiamento gera um desgaste político prolongado e desnecessário para o grupo da presidente.
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“Acredito que qualquer um que entrar vai ganhar. Fazer uma votação no dia 25 só para expor a Câmara, não sei se acho que é prudente, mas, caso eles queiram, é decisão deles”, avaliou o gestor, que há poucos dias disse que não iria mais se manifestar sobre o pleito. Ele alega que há um projeto "anti-Abilio" no Legislativo municipal.
O prefeito defendeu que a votação deveria ocorrer o quanto antes se não houvesse impedimentos legais, mas admitiu que os vereadores precisam revisar o calendário. Apesar de apoiar formalmente a permanência de Paula no comando do Legislativo, ele reconheceu o grave risco jurídico de manter o pleito em agosto, sinalizando que a data atual é vulnerável a contestações na Justiça.
“O fato hoje é que existe um risco, né? Depois do resultado judicial lá (Várzea Grande), acho que é um risco. Se os vereadores quiserem correr esse risco, qualquer um pode judicializar e acredito que há uma probabilidade muito grande de ganhar na Justiça derrubando a data da votação”, afirmou o prefeito.
O prefeito destacou que, mesmo com a previsão histórica da data de 25 de agosto no Regimento Interno da Câmara de Cuiabá, a jurisprudência consolidada do STF em mais de dez casos semelhantes se sobrepõe às regras municipais. Diante disso, ganha espaço nos bastidores a proposta do vereador Mário Nadaf (PV), que já atingiu o número de assinaturas necessárias para alterar o parágrafo 3º do artigo 12 da Lei Orgânica do Município, que sugere fixar a votação na primeira semana de novembro, logo após as eleições estaduais de outubro.
O projeto recebeu ao todo 15 assinaturas, incluindo Macrean Santos (MDB), Paula Calil (PL), Cezinha Nascimento (União), Demilson Nogueira (PP), Dilemário Alencar (União), Kássio Coelho (Podemos), Samantha Iris (PL), Tenente-Coronel Dias (Cidadania), Wilson Kero Kero (PMB), Baixinha Giraldelli (Solidariedade), Marcus Brito (PV), Maria Avalone (PSDB), Rafael Ranalli (PL) e Maysa Leão (Republicanos).Assim, segue em tramitação para a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), onde aguardará o parecer técnico antes de seguir para a votação definitiva em plenário.
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