reivindicações históricas 25.05.2026 | 18h30

laisa@gazetadigital
Reprodução
A Federação Sindical dos Servidores Públicos do Estado de Mato Grosso (FESSP-MT) e o Movimento Sindical Unificado realizaram nesta segunda-feira (25) um ato público para cobrar pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) e melhoria nas condições de trabalho. O ato gerou embate entre alguns políticos, como o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), e o senador Wellington Fagundes (PL), que também é pré-candidato ao governo do Estado.
Segundo a presidente da FEESP-MT, Carmem Machado, as reivindicações são históricas e afetam uma grande parte das famílias mato-grossenses. A federação representa servidores públicos de todas as esferas.
“Precisamos mostrar nossa indignação, por mais valorização, por passivos do RGA e mais respeito ao servidor e servidora pública de Mato Grosso. Vamos nos indignar!”, afirmou em vídeo que convidava os servidores para o ato marcado para esta tarde, ao lado do Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região (TRT-23).
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O prefeito afirmou ainda durante a manhã que cortaria o ponto de servidores que participassem do ato, dizendo ainda que a mobilização seria apenas “política”.
“Primeiro, nós não temos isso como liberação de trabalho no serviço público. Quem se ausentar do trabalho do serviço público toma falta e as medidas necessárias que forem. É uma manifestação que não está discutindo necessariamente um ponto que o município está discutindo agora. A gente acabou de aplicar o RGA (para aposentados), a gente acabou de fazer a nossa parte e as demais ações a gente vai discutir ao longo do tempo”, afirmou em coletiva de imprensa.
Quando questionado se ele sentia alguma pressão pelo ato, o gestor afirmou que “não está me pressionando em nada, eu acho que é um ato político, está mais com cara de ato político do que qualquer pressão”, em tom sarcástico característico.
Já o senador Fagundes postou nas redes sociais o seu apoio aos participantes da mobilização, categorizando o ato como “importante”. O pré-candidato vem fazendo uma grande mobilização nas redes para engajar os servidores em suas pautas, de modo a favorecê-los em seu possível governo.
“Estado forte é servidor valorizado. O servidor público merece respeito, reconhecimento e condições dignas de trabalho. Eu sei que nenhum governo faz nada sozinho, quem transforma o estado é principalmente o servidor público, atendendo à população. Como pré-candidato ao governo de Mato Grosso, eu reafirmo o compromisso de pagarmos o RGA, inclusive o que está atrasado, garantir ainda as revisões futuras, destravar progressões, realizar concursos públicos, qualificar os servidores e dar condições dignas para quem faz o estado funcionar. Quem cuida do estado também precisa ser cuidado, contem comigo nesta luta”, completou.
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