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entrevista a época 24.01.2020 | 11h08

‘Muito sensata’, comenta mãe de Eliza Samúdio após Operário desistir de Bruno

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Marcelo Theobald / Agência O Globo

Marcelo Theobald / Agência O Globo

Após a repercussão da contratação do goleiro Bruno pelo Operário Várzea-grandense, que desencadeou protestos e perda de patrocínios, o clube divulgou nota em que afirma estar “revendo a possível contratação” do jogador. Acompanhando as notícias, a mãe de Eliza Samudio, Sonia Moura, afirma que a decisão foi “muito sensata”.

 

Em entrevista à Revista Época, Sonia, que cuida do filho de Eliza e Bruno, atualmente com 9 anos, se diz “aliviada” depois do anúncio de desistência da contratação pela direção do Operário.

 

Leia também - Após repercussão, Operário VG desiste de contratar Bruno

 

“Foi uma decisão muito sensata. Ele tem que trabalhar? Tem, mas dentro de um campo de futebol. Ele não pode ser um ídolo do esporte, isso seria uma vergonha - tanto para os outros jogadores, para os torcedores, para os pais de família que respeitam as mulheres que têm dentro de casa”, criticou durante a entrevista para a Época.

 

Sonia diz que acompanha as movimentações processuais e as notícias que envolvem futuras contratações do goleiro. Além disso, a aposentada conta que está “indignada” com a concessão da progressão de pena ao regime semiaberto.

 

Na noite de terça-feira (21), na estreia do Operário no Campeonato Mato-grossense, um grupo de 50 pessoas, majoritariamente formado por mulheres, protestou em frente ao Estádio Dito Souza, em Várzea Grande. Para Sonia, foi um ato de “solidariedade”.

 

O grupo que protestava carregava faixas e gritos, em que afirmavam que “quem contrata um feminicida, apoia o feminicídio”.

 

"Tem gente que defende, diz que ele errou e merece ser perdoado por isso. Mas erros têm conserto. O que ele fez foi cometer um crime cruel. Vê-lo jogando bola representa uma completa falta de justiça e a certeza de impunidade", defende Sonia.

 

Antes da negociação com o Operário, Bruno recebeu oferta com o Fluminense de Feira de Santana, na Bahia. No entanto, a contratação também foi alvo de protestos no estado.

 

Em Mato Grosso não foi diferente. Assim que a possibilidade de contratação foi divulgado pelo , os torcedores se dividiram entre favoráveis e contra a vida do goleiro.

 

O caso
Bruno foi condenado a 20 anos e 9 meses de prisão, porém, está solto desde julho de 2019, pelo sequestro e morte de sua ex-namorada, Eliza Samúdio, em 2010. Até hoje ele e os comparsas de crime não confessaram onde o corpo de Eliza foi escondido. Na época, eles tinham um filho pequeno.

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