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'CULTURA AINDA EXCLUI' 16.02.2026 | 17h35

Desembargadora defende oportunidades e igualdade para mulheres

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Alair Ribeiro /TJMT

Alair Ribeiro /TJMT

Em primeira entrevista após sua posse na sexta-feira (13), a desembargadora Gabriela Carina Knaul de Albuquerque e Silva, manifestou gratidão pela escolha dos demais membros do Pleno do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) ao seu nome em meio a outras 15 candidatas, mas também reforçou a importância de políticas afirmativas para busca da igualdade de gênero. Na Corte estadual, a presença de mulheres ainda é minoria entre os magistrados do segundo grau.

 

"Falar em equidade de gênero é reconhecer que somos iguais, somos competentes e pessoas que estudam precisam de oportunidades iguais, essa oportunidade é essencial para que a igualdade material aconteça. Políticas afirmativas consagram oportunidade que por vezes a cultura, a tradição, a ambiência que se tem ainda acabam por excluir, essa igualdade precisa ser promovida e acredito que quando falamos de reconhecer o trabalho das mulheres, as mulheres são tão capazes quanto as outras pessoas", defendeu.

 

Leia também - Novo desembargador do TJMT relembra dificuldades, casos marcantes e já fala em aposentadoria durante posse

 

A magistrada também expressou alegria pela escolha de seu nome por parte dos outros desembargadores, reconhecendo que figurou em lista com outras juízas igualmente competentes. Concorriam ao cargo 15 juízas, dentre as quais, algumas delas estavam no plenário. A magistrada Gabriela obteve 31 votos; seguida de Eulice Jaqueline da Costa Silva com 23 votos, Cristiane Marques da Costa Neves 20 votos na lista tríplice.

 

"Todas muito competentes, tem experiência hercúlea, cada uma com seu perfil, em sua área de atuação, fiquei muito feliz em reconhecerem e depositarem em mim confiança no resultado do trabalho que tenho feito e estou disposta a corresponder essa confiança com toda responsabilidade que pautou minha trajetória", elogiou.

 

Gabriela ainda expressou a responsabilidade que terá no segundo grau revendo decisões de magistrados do primeiro grau.

 

"Os recursos das decisões do nosso Tribunal para o STJ e STF já são mais restritos, então a análise dos fatos processuais tem uma responsabilidade ampliada. Pessoas com foro privilegiado também vem para o tribunal. Por isso se exige visão mais apurada e experiência que culmina em maturidade de entrega, estudar e aplicar no dia a dia", descreveu.

 

A promoção considerou o critério de merecimento, destinada exclusivamente a mulheres, aberta com a aposentadoria do magistrado Sebastião de Moraes Filho.

 

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