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Judiciário - A | + A

09.04.2018 | 18h08

Dono da Caramuru vira delator e devolverá R$ 1 milhão para ficar livre

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O empresário Alberto Borges de Souza, dono da Caramuru Alimentos S/A, firmou acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Estadual (MPE) em relação ao escândalo de corrupção apurado no âmbito da operação Zaqueus. Além disso, ele firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o MPE e o Estado, se comprometendo a devolver R$ 1 milhão em multa civil aos cofres públicos.

Portal Goiás

Alberto Borges de Souza

Os valores serão destinados à Secretaria de Estado de Segurança Pública. Em um trecho do acordo, divulgado pelo site Midia News, consta que R$ 550 mil deverão ser pagos no próximo dia 26 de abril e destinado para o Corpo de Bombeiros, que, por sua vez, se comprometeu em usar os valores exclusivamente para realização de obras e manutenção predial.

Já os R$ 450 mil referentes à segunda parcela da multa, terão que ser pagos até 30 de julho e será usado na compra de equipamentos para o Grupo Especial de Fronteira (Gefron) da Polícia Militar, o que foi confirmado pela Sesp.

Em troca do pagamento milionário, Alberto Borges de Souza não será investigado no âmbito da improbidade administrativa. A promotora Audrey Ility, da 9ª Promotoria de Justiça Criminal foi quem conduziu o acordo. O empresário também aceitou ter seus direitos políticos suspensos por 8 anos.

Quando a operação Zaqueus foi deflagrada, em maio do ano passado, Alberto já estava colaborando com a Justiça e confessou ter pago propina aos agentes de tributos da Secretaria de Estado de Fazenda (Fazenda) André Neves Fantoni, Alfredo Menezes de Mattos Junior e Farley Coelho Moutinho em troca de ter um auto de infração de R$ 65 milhões contra sua empresa reduzido para R$ 315 mil.

Os servidores teriam recebido propina de R$ 1,4 milhão para proceder à fraude. Atualmente, o caso tramita em sigilo na 7ª Vara Criminal. 

Outro lado - A Caramuru Alimentos afirmou, por meio de nota, que tomou a iniciativa de firmar um acordo com as autoridades para corrigir irregularidades . "A empresa espera assim reiterar sua postura de se pautar por uma atuação ética e em total observância a legislação vigente", diz o comunicado.

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Comentários

paulo cezar arnhold - 09/04/2018

mas eram 65.000.000,00 sessenta e cinco milhoes e so vai devolver 1.000.000,00e o restante?

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