ESPANCADO E BALEADO 26.03.2026 | 17h35

ana.frutuoso@gazetadigital.com.br
Serginho Lapada
O juiz Pierro de Faria Mendes, da 1ª Vara Criminal de Várzea Grande, decidiu manter a prisão preventiva de quatro acusados de participação no homicídio do policial penal José Arlindo da Cunha, na mesma decisão, também determinou a soltura de dois réus por falta de indícios mais robustos. A vítima que foi perseguida, agredida e baleada em novembro de 2025
Permanecem presos Jefferson da Silva Campos, Mickael Luan Rodrigues Figueiredo Leite, Valdeir Rodrigues Bandeira Junior e Welington Miguel Souza Facco. Já Lukas Alves Lima e Wanderson Costa Lazarini tiveram a prisão preventiva revogada e serão colocados em liberdade, mediante cumprimento de medidas cautelares, como comparecimento aos atos do processo, proibição de mudança de endereço sem aviso e uso de tornozeleira eletrônica por 90 dias.
A defesa dos investigados é feita pelos advogados André Luís Melo Fort, Luiz Eduardo Gualberto Maciel e Davi Lodi Rissini.
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Na decisão, o magistrado também rejeitou todos os pedidos das defesas para anular a denúncia apresentada pelo Ministério Público, afastando as alegações de inépcia (estupidez) e falta de justa causa.
“Portanto, restou demonstrada a existência de indícios de autoria e prova da materialidade das infrações penais atribuídas aos acusados, viabilizando o exercício do contraditório e da ampla defesa, não havendo, assim, que se falar em inépcia da denúncia.”, disse em decisão assinada na última terça-feira (24).
O juiz também entendeu que eventuais falhas apontadas pelas defesas, como irregularidades em reconhecimento fotográfico, questionamentos sobre provas e divergências em dados de monitoramento eletrônico, não são suficientes para encerrar o processo neste momento. De acordo com a decisão, essas questões devem ser analisadas durante a fase de instrução, quando haverá produção de provas sob contraditório.
Apesar disso, o magistrado considerou que, no caso de Lukas e Wanderson, os elementos reunidos até agora são mais frágeis. Relatórios de monitoramento eletrônico indicam que nenhum dos dois esteve nas proximidades do local do crime no momento dos fatos, o que enfraquece os fundamentos para mantê-los presos preventivamente. Ainda destacou que a ausência de registro não afasta totalmente a possibilidade de envolvimento, motivo pelo qual ambos continuarão respondendo à ação penal.
A decisão também determinou o prosseguimento do processo e marcou audiência de instrução e julgamento para o dia 16 de abril de 2026, quando testemunhas e réus começarão a ser ouvidos.
O crime
O policial penal José Arlindo da Cunha, de 55 anos, havia participado de uma festa no bairro São Mateus, onde teria se desentendido com algumas pessoas, ele passou a ser seguido em veículos. Já no Jardim Itororó, foi alcançado, espancado e teve a arma roubada antes de ser executado a tiros.
Pouco depois, a polícia foi informada de que um homem baleado, identificado como Rivaldo Caetano da Silva, de 36 anos, deu entrada no Pronto-Socorro de Várzea Grande, mas não resistiu aos ferimentos. A suspeita é de que ele tenha participado do ataque ao policial penal, isso porque uma testemunha relatou à polícia que foi chamada para socorrer Rivaldo e, ao chegar ao local, encontrou tanto ele quanto o policial penal caídos e feridos e o levou até a unidade de saúde.
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