AINDA ENTERROU O CORPO 21.10.2026 | 07h17

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Rodrigo Moura / TJMT
O Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta terça-feira (20), Jackson Pinto da Silva a mais de 31 anos de prisão pelo feminicídio da esposa, Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos. Ele também foi condenado por ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime. O julgamento acolheu a tese apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).
A pena foi fixada pela juíza presidente do júri, Mônica Catarina Perri Siqueira, em 31 anos e três dias de reclusão, em regime inicial fechado, além de um mês e três dias de detenção, em regime aberto. O condenado também deverá pagar 15 dias-multa e indenização equivalente a 50 salários mínimos aos sucessores da vítima.
Conforme a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu na manhã de 4 de maio de 2026, na residência do casal, no bairro Parque Cuiabá, na Capital. Segundo a acusação, Jackson matou a esposa por asfixia mecânica enquanto ela dormia, impedindo qualquer possibilidade de defesa.
O Ministério Público sustentou que o feminicídio ocorreu em um contexto de violência doméstica e familiar, com menosprezo à condição feminina. A denúncia também apontou motivação patrimonial, indicando que o réu teria adotado medidas para assumir o controle dos bens e dos recursos financeiros da vítima, incluindo movimentações bancárias em benefício próprio.
Corpo foi enterrado em outro imóvel
Após o assassinato, segundo as investigações, Jackson transportou o corpo da esposa para outro imóvel pertencente à vítima e realizou o enterro com o auxílio de maquinário previamente contratado sob a justificativa de execução de obras no local.
A conduta levou à condenação pelo crime de ocultação de cadáver.
De acordo com a acusação, o réu também tentou dificultar as investigações ao retirar equipamentos de armazenamento de imagens da residência e construir uma versão falsa para simular o desaparecimento da mulher.
Ainda conforme o Ministério Público, Jackson utilizou o celular de Nilza para enviar mensagens a familiares, simulando uma situação de sequestro e exigindo o pagamento de resgate.
O condenado também procurou a polícia para registrar uma ocorrência baseada em informações falsas. A versão apresentada foi confrontada com as provas reunidas durante as investigações, que permitiram esclarecer a dinâmica do crime e localizar o corpo da vítima.
A acusação foi sustentada em plenário pelo promotor de Justiça Vinícius Gahyva. Os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Jackson pelos três crimes.
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