CASO RENATO NERY 30.03.2026 | 14h05

redacao@gazetadigital.com.br
TJMT
A juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, voltou a se declarar suspeita por "motivo de foro íntimo" para atuar no processo em que o caseiro Alex Roberto de Queiroz e o policial militar Heron Teixeira Pena Vieira são investigados pelo homicídio do advogado Renato Gomes Nery. A vítima foi assassinada a tiros em frente a seu escritório de advocacia em 5 de julho de 2024.
O processo dos dois réus foi desmembrado no ano passado e a magistrada já havia deixado a ação envolvendo o militar. Agora, ela também saiu da ação contra o caseiro, usando os mesmos argumentos. "Sendo assim, considerando que se trata de processo conexo, nos termos do artigo 99 do CPP, declaro a minha suspeição para atuar neste processo, por motivo de foro íntimo", escreveu.
Ao se declarar suspeita, a magistrada determinou o envio dos autos ao seu substituto legal e comunicou a Corregedoria-Geral da Justiça, conforme previsto no artigo 129 do Código de Normas da Corregedoria-Geral (CNGC). Alex Roberto é apontado como executor do crime, e foi denunciado por homicídio qualificado, fraude processual, abuso de autoridade e organização criminosa. Os dois foram pronunciados ao tribunal do júri.
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De acordo com as investigações, a morte foi encomendada pelo casal Julinere Goulart Bastos e César Jorge Sechi, apontados como os mandantes.
O caso
Renato Nery morreu aos 72 anos, atingido por disparos de arma de fogo no dia 5 de julho de 2024, na frente de seu escritório, na Capital. O advogado foi socorrido e submetido a uma cirurgia em um hospital privado de Cuiabá, mas foi a óbito horas após o procedimento médico.
Desde a ocorrência do homicídio, a DHPP realizou inúmeras diligências investigativas, com levantamentos técnicos e periciais, a fim de esclarecer a execução do profissional. As investigações da DHPP apontam a disputa de terra como a motivação para o homicídio de Renato Nery.
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