troca de defesa adia ato 12.01.2026 | 16h50

mariana.lenz@gazetadigital.com.br
Reprodução
O policial militar Raylton Duarte Mourão e o piloto Vitor Hugo Oliveira da Silva, presos pelo assassinato da personal trainer Rozeli da Costa Sousa Nunes, em Várzea Grande, tornaram-se réus pelo crime. Após a Justiça receber a denúncia oferecida pelo Ministério Público (MPMT), agora o processo tramita em fase de instrução e uma audiência sobre o caso já foi realizada.
Dias antes da data da primeira audiência de instrução, marcada para 10 de dezembro, Raylton trocou sua defesa técnica e nomeou um novo advogado às vésperas do ato. O novo defensor alegou ausência de tempo hábil para análise do processo. Contudo, o juiz Pierro de Faria Mendes, da 1ª Vara Criminal de Várzea Grande, advertiu que, ao aceitar a função, o profissional assumiu a causa no estado em que se encontrava e que o acusado tinha plena ciência da data marcada, sendo a troca de advogado uma escolha exclusiva da parte, não sendo fundamento para redesignação da audiência.
“A substituição da defesa técnica constitui faculdade da parte, a qual não possui o condão de interromper ou retardar o regular andamento do processo”, assinalou.
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Entretanto, diante da comprovação de um compromisso prévio, o juiz atendeu ao pedido e redesignou a audiência, realizada em 19 de dezembro, de forma virtual.
No mesmo ato, o magistrado negou o pedido de revogação da prisão preventiva do réu Vitor Hugo Oliveira da Silva, o homem que pilotava a moto usada para cometer o assassinato. O magistrado considerou não haver fatos novos que autorizem a revogação.
“Ressalto, ainda, que permanecem íntegros os fundamentos que ensejaram a decretação da custódia, não havendo, igualmente, indicativo da necessidade de substituição por prisão domiciliar, porquanto não configurada nenhuma das hipóteses previstas no art. 318 do Código de Processo Penal. Dessa forma, mantenho a sua custódia cautela”, determinou.
O caso
A personal Rozeli da Costa Sousa Nunes, 33, foi morta com tiros no rosto, em 11 de setembro de 2025, quando estava dentro de seu carro ao sair da residência onde morava, no bairro Canelas, em Várzea Grande. Rozeli não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local, dentro de seu veículo.
Câmeras de segurança próxima ao local flagraram o momento do ataque, quando dois suspeitos passam em uma moto, enquanto um deles atira e o outro pilota o veículo. As investigações chegaram ao policial militar Raylton Duarte Mourão, a quem Rozeli processava por um acidente de trânsito em uma ação no valor de R$ 24.654,63.
Após dias foragido ele se entregou. O PM relatou em depoimento que, após cometer o crime, teria ido ao Estado do Pará para jogar a arma usada no assassinato em um rio. Ele afirmou ainda que matou a personal sob influência de um “demônio” que o atormentou por 3 dias, após receber uma notificação judicial contra ele e sua empresa.
No final do mês de setembro, Vitor Hugo Oliveira da Silva, o homem que pilotava a moto usada para cometer o assassinato, foi preso pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-070, indo para Cáceres. Vitor era ex-funcionário de Raylton e confessou que recebeu R$ 500 após o crime, para garantir seu silêncio.
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