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Judiciário - A | + A

fala infeliz e fora de contexto 09.01.2026 | 14h24

Advogado se retrata após viralizar com mensagem sobre 'cortar cabeça de bolsonarista'

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Reprodução

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O advogado mato-grossense Lindomar da Silva Rezende se retratou após polêmica que o tornou conhecido no país. O profissional viralizou ao publicar prints de mensagens onde afirma "torcer para que um dia possa cortar cabeças de bolsonaristas em praça pública". Ele avalia foi infeliz em seu comentário. As mensagens foram publicadas em um grupo de WhatsApp da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) seccional Cáceres e rodaram por todo país.

 

A reportagem do entrou em contato com Lindomar. Ele admitiu que enviou as mensagens, porém, alega que os comentários tinham contexto de uma "acirrada discussão política" entre os membros do grupo. 

 

"No contexto em que foi enviada a mensagem em questão, participantes que se autointitulam bolsonaristas também proferiam pesadas ofensas contra aqueles participantes que designam como "esquerdalha". Meus comentários foram postados nessa circunstância, em tom de galhofa e jamais como intuito de produzir ou reproduzir discursos de violência política", justificou.

 

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O advogado ainda pontua que o vazamento dos textos "fala muito mais da miséria moral do participante que o praticou do que de sua pessoa". Para ele, a conduta de quem publicou as mensagens fora do grupo visa fomentar ainda mais divergências políticas.

 

"Reafirmo que fui infeliz em meus comentários e deles me retrato publicamente, por meio da presente manifestação", concluiu.

 

Viralizou 

A repercussão do caso chegou a imprensa nacional diante da intensificação da polarização política nas últimas semanas. Em um dos prints, Lindomar escreve: "Hipócrita do caralh*! Torço para que um dia possamos cortar cabeças de bolsonaristas em praça pública e que permitam que eu seja um voluntário em tal mister!".

 

Ao a Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Mato Grosso (OAB-MT) informou por meio de nota que "A Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Mato Grosso (OAB-MT) não recebeu nenhuma denúncia, reclamação ou pedido formal de apuração relacionado ao caso".

 

Já a OAB subseção de Cáceres não se pronunciou publicamente sobre o fato ou quais medidas seriam adotadas neste caso. 

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