celular furtado 06.02.2026 | 18h36

mariana.lenz@gazetadigital.com.br
Reprodução
Membros da diretoria da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Sorriso se reuniram na tarde desta sexta-feira (6) com a Corregedoria da Polícia Judiciária Civil para deliberar os andamentos da apuração de torturas e abusos na Delegacia de Sorriso (420 km ao Norte). O caso veio à tona após o furto de um celular funcional da delegacia e o vazamento de prints de um grupo de servidores da unidade.
Ao
, a presidente da OAB de Sorriso, Carla Guerra, informou que tomou conhecimento do caso a partir de vídeos e fotos compartilhadas em grupo aberto da advocacia de Sorriso e que desde então passaram a circular nas redes sociais. Os materiais foram enviados à diretoria da seccional e do órgão de defesa de prerrogativas para a Corregedoria da Polícia Judiciária Civil.
“Todos os andamentos sobre este caso estão sendo acompanhados e cobrados, mas não temos a origem das provas, são prints que circularam publicamente, mas não temos laudo pericial. São suposições, não tenho como impor a prova, a legitimidade, isso depende de averiguação e laudo técnico do celular, procedimento feito pela polícia”, narra a jurista.
Em algumas das imagens divulgadas, trocas de áudios e mensagens mostram conversas entre policiais da delegacia onde é dito que “vão dar um tratamento VIP” a um investigado para que revele o paradeiro de outra pessoa. Em outra mensagem é dito que "o médico falou que só pode bater em vagabundo a partir da segunda quinzena de março", enquanto outro responde, "o jeito é bater com papel e caneta".
Referente ao caso da mulher que foi abusada dentro da delegacia por um investigador, a presidente classificou o ato como um absurdo, ainda mais por ocorrer dentro da unidade, e citou que a OAB também tem acompanhado o caso desde o dia que soube do crime, junto da Comissão de Direitos Humanos e da Mulher.
Já a Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Mato Grosso (OAB-MT) e o Tribunal de Defesa das Prerrogativas (TDP) encaminharam ofício solicitando providências ao Corregedor-Geral da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, Jesset Arilson Munhoz de Lima, com informações, documentos e arquivos referentes a supostos fatos ocorridos no âmbito da Delegacia da Polícia Civil de Sorriso.
Por meio de nota, a Polícia Civil informou que o aparelho celular foi furtado da Delegacia de Sorriso no mês de outubro de 2025 e que a própria delegacia instaurou procedimento investigativo para apurar a autoria crime.
"Portanto, as mensagens de conversa que constam no aparelho celular, se verdadeiras, não têm nenhuma relação com o caso de estupro de uma mulher que aconteceu no mês de dezembro de 2025. A Corregedoria Geral da Polícia Civil irá apurar a autenticidade dos prints e o contexto em que foram postados, assim como possível desvio de conduta de policiais", conclui a nota.
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