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Cuiabá, Terça-feira 14/07/2026

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CRIME DE 2024 14.07.2026 | 08h29

Primeiro réu do assassinato de Renato Nery vai a júri popular nesta quarta-feira; saiba

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Montagem GD

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O caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva, apontado como o autor dos disparos que mataram o advogado Renato Nery, será o primeiro dos 6 denunciados pelo crime a enfrentar o Tribunal do Júri. O julgamento está marcado para a manhã desta quarta-feira (15), no Fórum de Cuiabá, onde os jurados decidirão se ele será condenado pelo homicídio ocorrido em 5 de julho de 2024.

 

Segundo denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Alex foi o executor do assassinato, cometido mediante pagamento. A investigação aponta que ele aguardou a chegada de Renato Nery ao escritório do advogado, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, e efetuou os disparos no momento em que a vítima descia do veículo. Em seguida, fugiu em uma motocicleta. Toda a ação foi registrada por câmeras de segurança.

 

O crime, conforme o Ministério Público e a Polícia Civil, teria sido motivado por uma disputa judicial envolvendo uma fazenda em Novo São Joaquim, município a 448 quilômetros de Cuiabá. A atuação de Renato Nery em favor de uma das partes teria contrariado interesses econômicos dos supostos mandantes, que decidiram encomendar sua morte.

 

De acordo com a acusação, o casal Julinere Goulart Bastos e César Jorge Sechi financiou o homicídio após sofrer derrota na disputa pela propriedade rural. Para executar o plano, eles teriam contratado os policiais militares da Rotam Jackson Pereira Barbosa, Ícaro Nathan Santos Ferreira e Heron Teixeira Pena Vieira.

 

Ainda segundo o MPMT, Heron foi responsável por recrutar Alex Roberto para executar o advogado, além de atuar na intermediação do crime. Os três policiais também são acusados de organizar a logística da execução, providenciar a arma utilizada e intermediar os pagamentos.

 

Durante a sessão desta quarta-feira, serão ouvidas cinco testemunhas de acusação: os delegados Bruno Sérgio Magalhães Abreu e Caio Fernando de Albuquerque, que conduziram as investigações; o escrivão Davi Padilha Nogueira; Kaster Huttner Garcia; e Lívia Moreira Gomes Nery, filha da vítima.

 

Os outros cinco denunciados, Julinere Goulart Bastos, César Jorge Sechi e os policiais militares Jackson Pereira Barbosa, Ícaro Nathan Santos Ferreira e Heron Teixeira Pena Vieira, permanecem presos preventivamente e também responderão por homicídio qualificado perante o Tribunal do Júri. As datas dos julgamentos ainda não foram definidas.

 

Crime de grande repercussão

A execução de Renato Nery ganhou repercussão em Mato Grosso pela forma como foi praticada. O advogado foi morto a tiros em plena luz do dia, em uma das avenidas mais movimentadas de Cuiabá.

 

Ao longo de mais de um ano de investigação, a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) concluiu que o assassinato foi planejado e executado por uma organização com funções definidas entre mandantes, intermediários e executor, todos denunciados pelo Ministério Público.

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