emboscada sobre falso acidente 20.05.2026 | 15h55

redacao@gazetadigital.com.br
Chico Ferreira
O Tribunal do Júri de Paranatinga (a 373 km de Cuiabá) julga na próxima terça-feira (26), a partir das 8h, Djavanderson de Oliveira de Araújo. Ele é acusado de atear fogo e matar a ex-namorada, Juliana Valdivino da Silva, em setembro de 2024. A sessão, que ocorrerá no Fórum da comarca, terá a atuação da promotora de Justiça Fernanda Luiza Mendonça Siscar, da 1ª Promotoria de Justiça Criminal do município.
O julgamento estava inicialmente previsto para o dia 21 de maio, mas foi redesignado após um pedido da defesa do réu. Na ocasião, o Judiciário acolheu o parecer do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e reagendou os trabalhos para a semana seguinte.
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Segundo a denúncia do MPMT, o acusado cometeu o crime motivado pela inconformidade com o fim do relacionamento de três anos. Na época, o casal estava separado há três meses.
No dia do crime, Juliana, que morava no alojamento do frigorífico onde trabalhava, foi até a antiga casa do casal para buscar pertences pessoais. Ela chegou a ser retida no local por Djavanderson e enviou uma mensagem de socorro à mãe, conseguindo sair apenas após a intervenção da familiar.
Horas depois, o acusado comprou etanol em um posto de combustíveis e armou uma emboscada. Ele ligou para a vítima fingindo ter sofrido um acidente e pediu ajuda. Sensibilizada, Juliana retornou ao local. Após uma nova discussão, o homem jogou o combustível na ex-namorada e acendeu o fogo, impossibilitando qualquer defesa.
Ambos sofreram queimaduras, mas o estado de Juliana era gravíssimo. Com lesões de 2º e 3º grau em cerca de 90% do corpo, ela foi transferida para o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), mas não resistiu e morreu dias depois.
Além do feminicídio qualificado, Djavanderson foi denunciado por perseguição e violência psicológica. As investigações apontaram que ele clonou o celular da vítima para monitorar suas conversas e localização. O Ministério Público destaca ainda que o réu exercia forte controle emocional sobre ela, com ameaças recorrentes de suicídio e restrição de sua liberdade.
Djavanderson de Oliveira de Araújo cumpre prisão preventiva desde setembro de 2024 e segue detido no Centro de Custódia de Cuiabá.
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