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Polícia - A | + A

'inconsistências' 18.05.2026 | 18h39

Família de servidor morto em ação policial questiona investigação e pede acesso aos autos

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João Vieira

João Vieira

A família de Valdivino Almeida Fidelis, 58, servidor que trabalhava no Colégio Liceu Cuiabano e morreu durante uma ação policial registrada no dia 11 de maio, em Cuiabá, protocolou um pedido para acompanhar oficialmente as investigações do caso. O advogado da família, Thales Lara, afirma que existem “inconsistências” nos depoimentos já colhidos pela polícia.

 

Segundo o advogado, familiares e amigos receberam com “muita estranheza” as declarações de que Valdivino teria praticado violência doméstica contra a ex-companheira ao longo do relacionamento.

 

“São quase três décadas de relacionamento em que nunca houve qualquer relato de violência. Não existe boletim de ocorrência, medida protetiva ou qualquer registro oficial”, afirmou Thales Lara, em entrevista ao programa Cadeia Neles.

 

A defesa também questiona a dinâmica apresentada até agora nas investigações. Conforme o advogado, a ex-enteada de Valdivino tinha o costume de visitar o servidor e já teria passado por uma situação semelhante anteriormente, quando ele supostamente ameaçou tirar a própria vida, mas acabou sendo convencido por familiares a desistir.

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“A grande pergunta é: em uma situação parecida, com os mesmos personagens, naquela vez o Valdivino saiu vivo e nessa ele saiu morto”, declarou.

 

Outro ponto levantado pela família é a existência de uma testemunha que, segundo o advogado, estava no local antes, durante e depois da ocorrência, mas ainda não teria sido ouvida pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

 

“O nosso papel não é torcer por um lado, mas buscar esclarecimentos sobre essas incongruências”, completou o advogado.

 

Durante entrevista, o delegado Bruno Abreu, responsável pelas investigações, afirmou que a ex-enteada relatou que Valdivino estava armado dentro da residência e ameaçava tirar a própria vida. Segundo o delegado, a jovem contou que o servidor dizia que ela morreria caso a polícia fosse acionada.

 

Ainda conforme o delegado, a vítima teria sido liberada no momento em que policiais chegaram ao imóvel. Quando Valdivino abriu a porta e percebeu a presença dos agentes, os disparos foram efetuados.

 

“A mãe e a enteada relataram que ele não sabia que os policiais estavam ali. Quando abriu a porta, houve os disparos”, afirmou Bruno Abreu.

 

A Polícia Civil segue investigando as circunstâncias da ocorrência.

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