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Cuiabá, Sexta-feira 18/09/2020

Judiciário - A | + A

DA SECRETARIA DA CULTURA 13.08.2020 | 16h49

Superintendente de MT é denunciado por publicação racista

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Divulgação

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O Centro Nacional da Cidadania Negra seccional de Mato Grosso oficiou uma representação criminal junto ao Ministério Público contra o superintendente de infraestrutura esportiva da Secretaria de Estado da Cultura, Esporte e Lazer (Secel), Maurício Dias, por conta de uma publicação feita pelo servidor público no Facebook com teor racista.

 

Na postagem, realizada no início de julho deste ano, Maurício Dias critica medidas apresentadas pela Prefeitura de Cuiabá sobre o combate à covid-19 e em um determinado trecho da publicação supostamente colocaria as mulheres negras na condição de comandadas pelo gestor.

 

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"CPF ímpar pode ir ao mercado hoje? Gestão humanizada? Só se for pras suas negas e puxa saco", publicou Maurício Dias no Facebook no dia dois de julho. A publicação posteriormente foi apagada, mas segundo a instituição denunciante a postagem 'extremamente racista' ofendeu a dignidade de toda coletividade negra.

 

Na defesa da denúncia, a instituição citou a Lei nº 7.716/1989, que elenca penalidades à prática, indução ou incitação aos preconceitos de raça. "Excelência, chega de ser a raça negra equiparada a submissos e escravos como deixou entender a mensagem, ao unir as negras aos puxa sacos", aponta a denunciante.

 

A denúncia, apresentada na última segunda-feira (10), pede que seja instaurado um inquérito policial. De acordo com a lei, caso comprovado o crime de preconceito racial cometido pelos meios de comunicação social, a pena pode ser de dois a cinco anos de prisão e pagamento de multa.

 

O portal entrou em contato com o servidor público, que apontou ter sido infeliz na publicação e frisou que não teria tido a intenção de ofender. Em sua defesa, Maurício Dias citou ainda que não é racista, uma vez que tem avó, mãe e esposa negras.

 

"Acredito que fui infeliz, ofendi. Acredito que o erro deve ser crucificado, mas quando é reconhecido e as desculpas são tão sinceras... errar é humano", finalizou o servidor público.

 

À reportagem, a Secel lamentou a ação do servidor e frisou que não coaduna com este tipo de prática.

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