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22.05.2018 | 15h58

Suposto intermediador de propina do Detran pede revogação da prisão

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A defesa do ex-diretor da EIG Mercados, José Kobori, entrou no Tribunal de Justiça (TJ) com o pedido de revogação da prisão preventiva do diretor, que é acusado de ser o responsável por intermediar o pagamento de propina no esquema executado no Departamento de Trânsito (Detran).

Kobori e outras 5 pessoas foram presas durante a Operação Bônus, 2ª fase da Operação Bereré, deflagrada pelo Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco-Criminal) no dia 9 de maio.

Reprodução/Facebook

Suposto intermediador de propina do Detran pede revogação da prisão

As prisões foram determinadas pelo desembargador José Zuquim, que também determinou o cumprimento de outros 3 mandados de prisão preventiva e 5 de busca e apreensão em Cuiabá, São Paulo e Brasília.

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De acordo com a defesa do ex-diretor, patrocinada pelo advogado Raphael Arantes, não há motivações que justifiquem a necessidade de prisão do ex-diretor. O pedido de revogação está sob a responsabilidade do desembargador José Zuquim.

“Fizemos o pedido de revogação da prisão preventiva demonstrando inúmeros motivos que evidenciam a desnecessidade da sua prisão. Exploramos os fatos, as provas, os seus predicados pessoais e a incongruência da acusação”, disse.

Ainda segundo o advogado, a prisão só deve ser determinada em último caso, principalmente devido à “falta de contemporaneidade” do caso, uma vez que os crimes teriam sido cometidos entre os anos de 2009 a 2016 e que teria desviado cerca de R$ 30 milhões. “Prisão preventiva é medida de exceção. Só pode ser decretada em última hipótese. Nem de longe se amolda ao caso dele”, afirmou.

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De acordo com a denúncia do Ministério Público do Estado (MPE), Kobori foi o responsável por acordar com o ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques, a continuidade do esquema no Detran, a partir de janeiro de 2015, na atual gestão do Governo do Estado.

O acordo consistia no pagamento da propina a Paulo Taques, que seria feito via escritório de advocacia que Paulo tem em sociedade com seu irmão, Pedro Zamar. Os dois são primos do governador Pedro Taques (PSDB).

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Porém, o pagamento teria sido feito diretamente por Kobori a Paulo Taques. Teriam sido pagos cerca de R$ 2,6 milhões entre 2015 e 2016. Além disso, Kobori teria atuado junto a Pedro Zamar Taques para esconder a participação de Paulo Taques no esquema, bem como também teria “dado cabo” em documentos da EIG Mercados.

Além de Kobori, continuam presos Paulo Taques, Pedro Zamar Taques, o deputado estadual Mauro Savi (DEM) e os empresários Roque Anildo Reinheimer e Claudemir Pereira dos Santos, vulgo “Grilo”. 

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