fez lipo e silicone 26.10.2024 | 13h15

redacao@gazetadigital.com.br
Reprodução
Uma ex-paciente do médico Rodrigo Bernardino o processou por danos físicos sofridos durante uma cirurgia plástica realizada em janeiro de 2019, no Hospital Santa Casa, em Cuiabá. O profissional foi responsável pela lipoaspiração realizada por Thayane Oliveira Sousa Leal, que morreu no dia 23 de outubro devido a intercorrências do procedimento.
Monnyk Glascielly Castro França, à época com 26 anos, se consultou com o médico e agendou um procedimento de lipoaspiração e colocação de prótese de silicone nos seios. As cirurgias principais ocorreram dentro do esperado, mas ela saiu do hospital com outra lesão.
Durante a operação, um bisturi elétrico atingiu a panturrilha direita da paciente e causou uma queimadura de grau 3 em uma área de mais de 6 centímetros na região. Rodrigo Bernardino alegou que não houve erro da sua parte, pois os machucados foram provocados pela placa cirúrgica do hospital e do bisturi elétrico.
"Eu entrei com a minha perna boa, e sai com a perna queimada. Eu vou morrer com isso que ele fez", relata a mulher, que carrega a cicatriz no local.
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Depois do fato, o médico prestou cuidados à paciente, trocando os curativos do machucado por cerca de um mês e meio. Contudo, o ferimento estava em carne viva, o que causava muitas dores à mulher. O médico, então, propôs a realização de um enxerto de pele, retirando a material da virilha para colocar na panturrilha.
A mulher conta que Rodrigo assegurou que o procedimento não deixaria cicatrizes na região da virilha, mas não foi o que aconteceu. Uma marca continua no local até hoje.
A ex-paciente ainda reclama que a cirurgia de silicone não teve um resultado satisfatório. De acordo com ela, o tamanho da prótese colocada foi maior que o combinado na consulta e cedeu com o passar dos anos.
Ao
, Monnyk contou que o médico não arcou com os medicamentos e, após ela dizer que o processaria, o profissional deixou de realizar os cuidados e não deu alta para a paciente.
A mulher acusa o médico de não possuir especialização para efetuar cirurgia na época e de não a alertar sobre os riscos do procedimento operatório. “Na época que ele me operou, não tinha especialização de cirurgião plástico. Ele era médico, mas não era cirurgião. A especialização dele saiu bem depois. (...) e ele não me deu o papel de ciência de risco cirúrgico, essas coisas, eu não assinei nada, ele não me deu um termo de consentimento sobre o que poderia acontecer ou não”, explicou.
Nesta última quarta-feira (23), o
noticiou a morte de Thayane Oliveira Sousa Leal em razão de complicações durante uma cirurgia de lipoaspiração, feita no Hospital Valore, em Cuiabá. O médico responsável pela operação, o mesmo Rodrigo Bernardino, lamentou o caso e disse que aguarda o atestado de óbito com a causa exata da morte.
Em novembro de 2023, Monnyk denunciou o médico para o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT). O conselheiro responsável, Willian Ricardo Camarço da Silva, decidiu pelo arquivamento da denúncia.
“(...) cabe a este Conselho avaliar se tal lesão ocorreu em decorrência de ação ou omissão praticada ou deixada de praticar por parte do denunciado e, por mais que a lesão seja extremamente lamentável, não nos parece que tenha relação com a atuação do cirurgião”, diz trecho da decisão.
Outro lado
Esta reportagem entrou em contato com o médico Rodrigo Bernardino sobre o caso de 2019 que tem como vítima Monnyk Glascielly. Em resposta, o profissional disse que há o processo e que este tramita em segredo de Justiça. Por este motivo, não poderia comentar sobre ele.
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