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MÉDICOS SEM RECEBER 12.03.2026 | 15h18

Atraso em repasses do Estado coloca em risco atendimento do HCan, alerta Lúdio

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Ana Frutuoso e Pablo Rodrigo

redacao@gazetadigital.com.br

Fred Moraes /GD

Fred Moraes /GD

O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) alerta que irregularidades nos pagamentos do governo de Mato Grosso ao Hospital de Câncer de Mato Grosso (HCan) pode comprometer a continuidade dos atendimentos oncológicos no estado. A declaração foi feita após audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que discutiu a execução do contrato entre a unidade hospitalar e a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES), na terça-feira (10).

 

“Há médicos que estão há seis meses sem receber. O hospital tem feito um esforço para manter os atendimentos, mas existe risco real de interrupção se os pagamentos não forem regularizados”, disse.

 

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Segundo o parlamentar, até a data da audiência o hospital ainda não havia recebido nenhum repasse referente a 2026, apesar de existir um contrato mensal de aproximadamente R$ 7,8 milhões com o Estado.

 

“Até ontem o hospital não tinha recebido um centavo sequer do contrato deste ano. Além disso, em 2025 ficaram cerca de R$13 milhões que não foram pagos”, afirmou Lúdio.

 

De acordo com o deputado, além do atraso, há irregularidade no fluxo de pagamento, com meses em que o Estado paga valores menores e outros em que tenta compensar atrasos anteriores, o que dificulta o planejamento financeiro da instituição.

 

Durante a audiência, a Comissão de Saúde da ALMT encaminhou pedido para que o governo regularize ainda nesta semana parte dos valores atrasados de 2025 e efetue o pagamento dos meses de janeiro e fevereiro, evitando risco de interrupção dos serviços.

 

Ele destacou ainda que o HCan é o principal hospital especializado no tratamento de câncer em Mato Grosso, atendendo milhares de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Durante a audiência, o presidente do hospital, Laudemir Moreira Nogueira, afirmou que a principal divergência com o Estado está na metodologia usada para validar a produção hospitalar, o que impactaria nos valores pagos.

 

“O hospital continua produzindo e atendendo normalmente. O problema está na forma como essa produção está sendo avaliada e validada pelo estado. O paciente oncológico precisa do atendimento e o hospital nunca deixou de atender. O que precisamos é de um entendimento para corrigir a metodologia de avaliação da produção”, declarou Nogueira.

 

Já o secretário adjunto de Atenção e Vigilância em Saúde, Juliano Melo, informou que o contrato está sendo atualizado por meio de um termo aditivo, que deverá ajustar valores e critérios definidos pelo Ministério da Saúde.

 

“O hospital continua produzindo e atendendo normalmente. O problema está na forma como essa produção está sendo avaliada e validada pelo estado. O paciente oncológico precisa do atendimento e o hospital nunca deixou de atender. O que precisamos é de um entendimento para corrigir a metodologia de avaliação da produção”, declarou Nogueira.

 

A ALMT deve acompanhar uma mesa técnica conduzida pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para buscar solução que garanta regularidade nos repasses e estabilidade no atendimento aos pacientes oncológicos.

 

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