AUTOESTIMA ELEVADA 06.02.2022 | 12h02

jessica@gazetadigital.com.br
Reprodução
Jayne Pinheiro da Silva, 22, começou muito cedo a alisar os cabelos. Fios alinhados era o padrão de beleza e a alternativa para cuidar dos fios naquela época. Adulta, ela decidiu assumir os cachos e não encontrou produtos e penteados que a agradassem. Foi na busca pela satisfação pessoal que ela encontrou um novo rumo para a profissão e passou a se dedicar às tranças.
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A trancista trabalhava como vendedora quando passou pela transição capilar até que os fios ficassem todos na curvatura original. Pesquisando maneiras de cuidar do cabelo ela se deparou com o curso de tranças, fez vários aperfeiçoamentos até se sentir segura para empreender no ramo de tranças para cabelos afros
“Por mais que eu parasse de passar química, meu cabelo não voltada ao original. Demorei muito para recuperar meus cachos durante a transição capilar e pesquisei muito métodos que ajudassem o cabelo voltar ao normal. Foi assim que comecei a usar as tranças. Fiquei com elas por dois anos até os fios voltarem ao natural”, relata.
O talento para o penteado que Jayne fazia em si mesma chamava atenção das pessoas, que pediam dicas e incentivavam que ela investisse em cursos na área para atender clientes. Em 2021 ela se capacitou na área, enquanto trabalhava em uma rede de cinema. Trabalho com o qual já estava descontente.
Com coragem, determinação e nenhum dinheiro, a jovem pediu recursos emprestados para pagar os cursos. “Eu sentia que aquilo ali seria a mudança para minha vida. Era o que eu gostava e me identificava”.
No começo o atendimento era feito de porta em porta, na casa das clientes e com um valor bem abaixo do mercado para conseguir clientela e construir portifólio.
“Hoje, graças a Deus, eu trabalho só com isso. Eu valorizo muito o cabelo afro, a nossa origem, meu salão é voltado para isso, aumentar a autoestima das mulheres negras, pois nós merecemos. Por muito tempo tivemos que alisar o cabelo, esconder nossa raiz, mas hoje não. Existem várias possibilidades de mudar o cabelo. É isso que proporciono no meu salão. Você entra de um jeito e sai de outro. É o poder da transformação”, afirma.
A trancista afirma que já foi maltratada por ser de origem humilde, mas isso não a abalou. A fé em dias melhores e persistência no trabalho foram os combustíveis para que buscasse seu sonho de ter o próprio salão e fazer por outras mulheres o que fez por si mesma: elevar a autoestima por meio das mudanças capilares.
“Por mais que eu fosse tímida, sabia que era capaz. Apesar de toda a negatividade de outras pessoas, sempre tive força de vontade e não esmoreci. Deus me abençoou”, conta.
Empreender, para Jayne, foi libertador. Ela seguiu seu sonho e hoje, além de estar de bem com o próprio cabelo, ajuda outras mulheres a também amarem suas madeixas e trabalha naquilo que gosta.
Ela explica que faz vários tipos de tranças, nagô, boxeadora, tranças box braids e também coloca cabelos orgânicos e sintéticos. As cores são as mais variadas, dependendo do gosto da cliente.
Os valores variam de R$15 a R$ 360 conforme o serviço a ser realizado e material usado.
Conheça mais do trabalho da trancista na rede social Jayne Braids
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