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Cuiabá, Terça-feira 12/05/2026

Judiciário - A | + A

ASSASSINATO DE PM 12.05.2026 | 08h36

Ao vivo - Defesa e Ministério Público discutem durante depoimento de testemunha em júri

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Reprodução

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Atualizada 10h54 - No andamento do tribunal do júri, advogado de defesa e promotor de Justiça chegaram a trocar farpas em decorrência das perguntas que estavam sendo feitas à ex-convivente de Thiago. Ela reclamou que a acusação estava fazendo as mesmas perguntas e interpelando sobre coisas que ela considerava de ordem pessoal.


Em determinado momento, o promotor Vinícius Gahyva Martins se manifestou no sentido de apoiar a testemunha. A acusação reagiu, pedindo que fosse respeitado o seu direito de fazer questionamentos.


“Sua excelência trabalhou com tranquilidade. Eu vou pedir a mesma tranquilidade. Nós vamos debater. O senhor tem uma posição, eu tenho outra, o cidadão jurado vai entender no curso da instrução. [...] O senhor quer ensinar a fazer defesa, o senhor não sabe fazer defesa. O senhor é promotor de Justiça. O senhor não sabe fazer defesa, então cada um no seu quadrado”, disse o advogado.


O promotor respondeu na sequência, reclamando da atuação adotada pelos representantes de Mário Wilson. “Não sei fazer [defesa], não sei mesmo fazer, nunca me propus a fazer. Da forma como os senhores trabalham, realmente”, afirmou.


Em resposta, a acusação disse que o modo como o promotor atua é “perigoso” e que o “abomina”. “A forma que o senhor trabalha, eu digo o seguinte, chego a abominar. Porque é uma forma muito elegante, mas perigosa. Então, do mesmo jeito que o senhor se recusa a fazer [defesa] eu também me recuso a me portar como vossa excelência se porta, mas sempre com todo o respeito”, afirmou.

Atualizada às 10h
- A primeira testemunha a ser ouvida foi Walkiria Filipaldi Corrêa, convivente do policial militar assassinado. Participam da sessão 7 jurados, sendo 5 homens e duas mulheres. Na sua fala, ela disse que a morte causou revolta e sofrimento na família. Relatou que a filha do casal, na época com 11 anos, passou a se cortar e mandar mensagens e fazer ligações para o número do pai, enquanto era vivo.


No depoimento, ela afirmou que acredita que Thiago jamais agiria para matar Mário Wilson. Disse que o investigador agiu fora dos procedimentos da corporação. Ela também denunciou publicações que foram realizadas nas redes sociais acusando a vítima de ser agressor e usuário de drogas. Além disso, apontou perseguição dentro da Polícia Judiciária Civil.


“Em um mês passei por três delegacias. Tem delegacia que não me aceita, isso foi dito para mim por delegados de polícia. Não sei qual a influência do réu, mas eu apenas gostaria de seguir fazendo meu trabalho na Polícia Civil”, afirmou. Ela contou também que não sente mais vontade de ser investigador e que está atuando como escrivã na Central de Flagrantes.


Walkiria disse que Mário Wilson trabalha em uma delegacia no bairro Jardim das Américas, há cerca de cem metros da sua residência. Ela disse que pediu providências para a corregedoria da polícia, mas a única medida adotada foi a recomendação de que ele almoçasse dentro da delegacia para não ser visto na rua.


Sobre as acusações, ela disse que foi registrado um boletim de ocorrência há mais de dez anos, mas que ela mesma pediu a revogação das medidas protetivas depois de uma reaproximação e para não prejudicar a carreira dele. Sobre ele ser usuário de drogas, a informação consta em um boletim de ocorrência registrado por ela.

 

Ao responder o questionamento do representante do Ministério Público, ela disse que quando usou o termo “drogas” fazia referência à medicamentos de uso controlado que ele usava.

 

Sessão

 

Começa às 9h desta terça-feira (12) a sessão do Tribunal do Júri no caso do investigador da Polícia Civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves, acusado de matar o policial militar Thiago de Souza Ruiz em uma conveniência na Praça do Choppão, em Cuiabá, em abril de 2023. A sessão é presidida pelo juiz Marcos Faleiros da Silva, da Quarta Vara Criminal da Capital.


A denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), recebida pelo magistrado, aponta homicídio qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima. O crime chocou a população devido à participação direta de dois agentes da segurança pública do estado.


O homicídio ocorreu durante a madrugada, quando Thiago chegou ao estabelecimento com um amigo. Na sequência, chegou ao local o investigador Mário Wilson, que foi apresentado ao PM. Os dois chegaram a interagir e conversar antes do crime.

 

Em determinado momento, o PM mostra a arma que trazia na cintura. O investigador alegou na época que não acreditou que a vítima fosse realmente um policial militar. Imagens de câmera de segurança mostraram o momento em que Márico Wilson toma o revólver da vítima e efetua os disparos O PM morreu na hora.

 

A sessão está marcada para começar 9h e pode ser acompanhada ao vivo no link abaixo: 

 

 

 

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