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'Jamais voltará como era' 06.04.2026 | 14h27

Irã desafia o ultimato dos Estados Unidos e fala sobre futuro do Estreito de Ormuz

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Em meio a mais um ultimato do presidente Donald Trump, a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) desafiou os Estados Unidos (EUA) afirmando que o Estreito de Ormuz “jamais voltará a ser como era, especialmente para os EUA e Israel”.

 

“A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica está concluindo os preparativos operacionais para a nova ordem do Golfo Pérsico”, diz comunicado publicado nas redes social no domingo (5).

 

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A iniciativa visa estabelecer novas regras para passagem pelo Estreito de Ormuz. As autoridades iranianas têm defendido que as regras para passar pelo Estreito serão definidas em parceria com o Omã, sem interferência das potências estrangeiras ao Golfo Pérsico.

 

O Estreito de Ormuz, por onde transitam cerca de 20% do petróleo e gás do planeta, está fechado desde o início da agressão dos EUA/Israel contra o Irã, só sendo permitida a passagem de navios autorizados por Teerã.


No domingo (5), Trump ameaçou lançar “o inferno” sobre o Irã caso não permitam a reabertura do Estreito até amanhã, terça-feira (7).

 

O presidente dos EUA vem repentinamente ameaçando destruir o Irã “enquanto nação”, com quase 90 milhões de habitantes, caso não aceitem as condições impostas por Washington para o fim da guerra, chegando a dizer que vai levar o país para “Idade das pedras”.

 

Acordo distante
Um documento com 15 pontos tem circulado como proposta de Trump para o fim da guerra, o que inclui o fim do programa nuclear pacífico do Irã, até o desmantelamento do seu programa balístico.

 

Em coletiva de imprensa, nesta segunda-feira (7), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, rejeitou as propostas estadunidenses, consideradas “altamente excessivas e incomuns, além de ilógicas".

 

O Irã tem exigido compensação financeira pelos danos causados pelos ataques; a saída definitiva das bases militares dos Estados Unidos (EUA) da região, além de um fim definitivo da guerra, o que incluiria as frentes de combate no Líbano e na Faixa de Gaza.

 

O porta-voz do Exército iraniano, brigadeiro-general Mohammad Akraminia, em comunicado publicado nesta segunda-feira, disse que é necessário levar o inimigo a um “arrependimento genuíno para evitar a repetição da guerra no futuro”.

 

“Declaramos categoricamente que o inimigo falhou nesta fase da guerra em alcançar seus objetivos e foi derrotado. Declaramos categoricamente que o inimigo falhou nesta fase da guerra em alcançar seus objetivos e foi derrotado”, disse Akraminia, segundo agência iraniana Tasnim.

 

Ataques iranianos e retaliações
Em mais um vídeo publicado hoje, o porta-voz do Quartel-General Khatam al-Anbiya, Ibrahim Zulfiqari, anunciou os alvos da 98ª onda de ataques do Irã contra instalações ligadas à Israel e EUA no Oriente Médio.

 

Segundo o porta-voz da Guarda Revolucionária (IRGC), foram alvejados um navio porta-contêineres SDN&, além de “locais estratégicos” em Tel Aviv. Haifa, Be’er Sheva e Bat Hafer, em Israel.

 

Zulfiqari acrescentou que quaisquer ataques a alvos civis seriam respondidos com múltiplas medidas contra os interesses do inimigo em qualquer ponto da região.

 

“Caso os ataques a alvos civis se repitam, a próxima fase de nossas operações ofensivas e retaliatórias será realizada com intensidade e abrangência muito maiores, e as perdas e os danos sofridos pelo inimigo, caso persista nessa abordagem, serão multiplicados muitas vezes”, afirmou o porta-voz iraniano.

 

Chefe de inteligência
O Irã confirmou o assassinato de mais um alto dirigente militar do país. Dessa vez, o chefe da inteligência da IRGC, brigadeiro-general Seyed Majid Khademi, foi morto em um ataque aéreo israelense em Teerã.

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