lei obrigatória 18.09.2020 | 11h02
Reprodução/internet
Cavar ou limpar sepulturas é a punição a que alguns indonésios foram submetidos por não usarem a máscara obrigatória em um município da Indonésia, um dos países mais afetados pelo coronavírus no Sudeste Asiático.
As autoridades de Gresik, município da ilha de Java (oeste), indicaram na quinta-feira (17) à Efe que normalmente os infratores da máscara podem pagar multa ou realizar serviços sociais como limpeza de ruas ou esgoto, e até mesmo flexões.
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No entanto, alguns têm que passar punições mais severas, como 21 pessoas que tiveram que limpar o cemitério em 25 de junho e outras 8 que foram colocadas para cavar sepulturas em 9 de setembro.
"O motivo para puni-los cavando sepulturas foi espontâneo, naquela época houve uma morte por covid-19 no distrito", disse Suyono, chefe do distrito de Cerme em Gresik.
"Depois de cavar a sepultura, eles receberam máscaras e tiveram que assistir ao funeral à distância", acrescentou Suyono.
No entanto, as autoridades não descartam que voltarão a forçar aqueles que não usam máscara e nariz a cavar sepulturas.
Outras punições
Desde que começaram a impor punições aos que não usam máscara em Gresik em junho passado, mais de 700 pessoas foram enviadas para limpar esgotos ou outros serviços sociais, pelo menos 29 para limpar ou cavar sepulturas, e outras 70 pagaram multa.
Durante a pandemia, a Indonésia aplicou uma combinação de medidas nacionais, como restrições de viagem e distanciamento social, e iniciativas locais como a de Gresik para retardar a disseminação do novo coronavírus.
Em abril, dois moradores de Purworejo, uma cidade de Java começaram a se fantasiar de "pocong", um fantasma do folclore local, para evitar que os vizinhos saíssem à rua.
A Indonésia mantém as fronteiras fechadas aos turistas estrangeiros, mas não impõe confinamento estrito, e registrou mais de 233 mil infecções e 9.222 mortes por covid-19 desde o começo da pandemia.
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