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em 4 meses 29.06.2025 | 08h00

O que se sabe sobre a criptomoeda secreta da Rússia que movimenta US$ 9,3 bilhões

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Yan Krukau/Pexels

Yan Krukau/Pexels

Uma stablecoin criada para contornar sanções ocidentais e facilitar pagamentos internacionais ligados à Rússia movimentou cerca de US$ 9,3 bilhões em apenas quatro meses. Lançado em fevereiro no Quirguistão, o token A7A5 é uma criptomoeda lastreada no rublo russo e opera principalmente na bolsa Grinex, uma plataforma criada recentemente no mesmo país da Ásia Central.

 

As stablecoins são um tipo de criptomoeda cujo valor é vinculado a outro ativo, como uma moeda fiduciária ou ouro, para manter um preço estável e evitar oscilações pesadas.

 

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As informações sobre o caso foram coletadas pelo Financial Times com base em dados de carteiras associadas à Grinex, que negocia apenas três ativos: o A7A5, rublos e uma stablecoin atrelada ao dólar. A stablecoin em questão afirma ser lastreada por depósitos em rublos no Promsvyazbank, um banco russo do setor de defesa que está sob sanções dos Estados Unidos, União Europeia e Reino Unido.

 

O token é associado ao empresário moldavo Ilan Șor, condenado por envolvimento na maior fraude bancária da história da Moldávia. Șor vive atualmente na Rússia e já foi acusado de comandar esquemas de compra de votos em seu país natal. A empresa A7, por trás da moeda, foi sancionada pelo Reino Unido em maio e, segundo o Centro de Resiliência da Informação britânico, tem conexões com operações de influência política pró-Rússia na Moldávia.

 

A Grinex, bolsa que concentra os volumes da nova moeda digital, tem chamado atenção por seus laços com a corretora Garantex, fechada pelos EUA em março sob acusações de lavagem de dinheiro. Segundo investigadores, milhões de dólares em USDT (stablecoin atrelada ao dólar) migraram da Garantex para a A7A5 e, em seguida, para a Grinex, num possível movimento coordenado para manter ativos em circulação.

 

Para que serve a moeda?
A criptomoeda tem sido usada por importadores russos para converter rublos em USDT e, a partir daí, sacar em outras moedas em diferentes países, burlando sanções ocidentais. O diretor da A7A5, Leonid Shumakov, afirma que a moeda é uma alternativa segura diante do bloqueio de ativos russos por plataformas ocidentais. A empresa afirma que cada token é lastreado por um rublo depositado no Promsvyazbank, com auditoria feita por uma firma local no Quirguistão.

 

A escolha do país asiático como centro de operações da stablecoin russa também não é por acaso. O Quirguistão possui laços com Moscou desde os tempos da União Soviética, quando compunha o território socialista, até declarar independência em 1991.

 

Mesmo com a dissolução, o Quirguistão se manteve sob forte influência russa, integrando a União Econômica Eurasiática e a Organização do Tratado de Segurança Coletiva, ambas coordenadas pelo Kremlin.

 

Mesmo com a origem e os fluxos financeiros sob suspeita, a stablecoin segue crescendo e transacionando normalmente. Estão em circulação 12 bilhões de tokens, equivalentes a US$ 156 milhões, embora os valores movimentados de fato ultrapassem esse total diariamente, segundo o FT.

 

A maior parte das transações ocorre em dias úteis e durante o horário comercial de Moscou. Analistas apontam que o A7A5 está sendo usado por um grupo restrito, possivelmente com objetivos estratégicos ou políticos.

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