11.10.2005 | 03h00
Senhora Editora,
Vivemos a era do mundo globalizado e da sociedade da informação, onde quem detém o poder, necessariamente precisa estar bem informado. Nesse novo mundo, a mídia e em especial as revistas e os jornais impressos (essa frase há alguns anos, seria um pleonasmo!), tem um papel fundamental no desenvolvimento e na cultura de uma cidade, região ou país.
Digo isso, porque como um otimista incorrigível, vejo um grande avanço na abordagem jornalística dos meios de comunicação nos últimos anos. Os telejornais, as revistas e principalmente os jornais impressos estão buscando cada vez mais o que eu chamo de jornalismo construtivo e social.
São reportagens que exaltam os bons exemplos de trabalhos sociais; de brasileiros em busca de seus sonhos; de organizações e associações que buscam reduzir a violência e a desigualdade social; do voluntariado e das ações religiosas, enfim é o Brasil que dá certo.
Acredito que uma das principais missões da imprensa, além da primeira e óbvia que é informar, é difundir idéias, atitudes, gestos e trabalhos inovadores de sucesso que contribuam para a melhora na qualidade de vida das pessoas.
Até mesmo a toda-poderosa Rede Globo de Televisão, que sempre se pautou pelos interesses empresarias e políticos da direção, tem dado sinais claro que aposta nessa nova visão jornalística. Não raro, vemos extensas reportagens no Jornal Nacional e no Jornal da Globo sobre anônimos brasileiros de sucesso, projetos sociais e entidades comprometidas com o bem-estar social da população.
Em Mato Grosso, também temos um jornalismo mais preocupado e interessado nas reportagens positivas e sociais, apesar de existirem ainda poucas reportagens e matérias investigativas, sejam policiais ou políticas.
Somente nesses primeiros dias de outubro, destaco em especial, duas matérias publicadas no caderno Domingo, do jornal A Gazeta, que demonstram claramente a atitude construtiva e social dos jornalistas, da redação e da direção do jornal.
A primeira, do jornalista Alex Fama, foi publicada no dia 02 e destaca um herói anônimo que já salvou centenas de vidas em nosso Estado, Manoel Feliciano. O funcionário público de 45 anos que é o maior doador de sangue de Mato Grosso, e já recebeu vários prêmios e reconhecimento pelo seu trabalho voluntário.
Keka Wernek assina a segunda reportagem, publicada no dia 09, onde destaca a simples, porém apoteótica história de vida de Sebastião Fridolino, um "Zé Ninguém" que aos 64 anos é alfabetizado, através da iniciativa de sucesso do projeto Universidade Popular, instalada em cinco endereços da Capital (Osmar Cabral, Pedregal, Dom Aquino, CPA 3 e Industriário 2).
O ser humano é por natureza curioso e ávido por informações catastróficas, trágicas ou violentas, como podemos constatar diariamente nas primeiras páginas de todos os jornais e revistas.
Acredito que uma grande revolução silenciosa está em curso, onde as pessoas estão cada vez mais conscientes do papel social dos meios de comunicação e da importância de se ressaltar e resgatar os valores morais, as atitudes e os bons exemplos que inundam todas as regiões deste país. É o Brasil que dá certo e que acredita na força de sua gente!
João Carlos Caldeira é empresário, jornalista e professor universitário
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