07.07.2006 | 03h00
Greenville é um estado do cerrado que acha que é um país. Não possui uma característica própria, única. Mas um amontoado de estilos arquitetônicos, sotaques diferentes. O povo de Greenville vive à espera da chegada da tão esperada e prometida Great West, uma ferrovia que nunca chega.
Uma cidade greenvillense, lá na Alta Floresta, adotou a mão-inglesa no trânsito! O estado possui dois fusos horários. Imaginem só um estado com dois fusos horários. Eh, eh, eh... É, realmente faz sentido se achar um país. Mas não é.
Suas peculiaridades se apuram mais com a chegada das eleições. Acontece que os políticos locais são sui generis e possuem uma imaginação pra lá de fértil.
Tempos atrás, era período de eleições municipais, ao chegar na Barra, reparei pela cidade vários outdoors de um mesmo candidato. Eram muitos e todos pichados: "Fulano é corno. Cicrano comeu sua mulher". Sem entender muito bem e constrangida de perguntar, só mais tarde me contaram que a mulher do Fulano teve um romance com Cicrano, também candidato, logo, adversário do Fulano, e que o próprio Fulano tinha mandado pichar seus próprios outdoors com objetivo de sensibilizar a população. Humm... E desde quando que ser corno ou boiola atrapalha um político?
E o Zebra? É um que desde 76 não perdeu um só pleito. Já foi candidato a tudo. Sua perseverança só não acompanha suas simpatias partidárias. Começou no MDB, passou pro PTB, PDC, PSD, PPB, Prona, PPS e está no PSC. Este ano, consternado com o abandono do PSDB, ofereceu apoio ao partido e ainda deu a chance para o PSDB indicar dois suplentes em sua chapa ao Senado. Quanto altruísmo!!!
Fine! Luís Carlos Prestes foi o grande líder do PCB (Partido Comunista Brasileiro), constantemente acusado de ser "teleguiado por Moscou". Em 85 o partido mudou o nome para PPS e, w
Nesta campanha, o senhor PPS, que costuma dizer que já quitou sua dívida com Deus, além de contar com os Verdinhos, conquistou o apoio do irresoluto e poiteiro (sic) PMDB, que lhe deu como vice ninguém menos que um "simpático e sorridente" defensor da divisão de Greenville.
Flag substitution? De certo que o "sorridente" trocou de bandeira. Os greenvillenses podem ser superlativos, mas será que são bocós? O cara se elegeu deputado estadual com a promessa de dividir o estado e tinha até um site só sobre a divisão. Vai ter trabalho, hein marqueteiro?
E a descoberta de que o presidente regional de um partido não era filiado ao próprio partido? Parece piada. Ah, ah, ah! Qual o partido? O PTB!, que agora segue a orientação do Seu Peru, opa!, Valfrido Mares Guia (ele é a cara do Orlando Drummond). Tcs, tcs, tcs...e, Lularam!!! Pobre biografia de Bob Jefferson.
Só mesmo fazendo como um ex-prefeito, preso por desvio de verba pública que tinha como livro de cabeceira: "Milionário em um minuto". Aliás, não seria este o regimento interno do P...?
Esta é Greenville, o lugar onde tudo acontece, mas nunca de maneira modesta. Os governadores, assim que assumem, são contagiados pelo "complexo de presidenciável". Segundo uma deputada do PFL, a culpa é da cadeira. O fato é que eles embarcam nessa e nem se tocam com um pequeno detalhe: Greenville representa 1,5% do eleitorado total do país, menos que a Zona Leste da cidade de SP. Fine, um dia quem
Outro dia me apareceu um Zé Prequeté, lááá de Rondocity. Um homem que parecia o Eremita de Monteiro Lobato. Levei um susto danado quando dei de cara com ele, achei que fosse a reencarnação do General Saco (um louco dos meus tempos de infância que amedrontava as crianças). O tal olhou pra mim e sem mais nem menos disse: seus artigos são muito longos e eu me canso de ler.
Saint patience!
Well, leia só até a metade Zé Prequeté ou me peça, eu te faço um resumo!
Adriana Vandoni é economista, especialista em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas/RJ. Articulista do Jornal A Gazeta, escrevendo às quartas, sextas e aos domingos. Blog: http://argumentoeprosa.blogspot.com/ Cuiabá/MT
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